A identidade do Cadillac como ícone automotivo norte-americano avançou em 1957 e 1958. Esses carros celebravam a boa vida com estilo cada vez mais voluptuoso e com partes cada vez mais brilhantes e cromadas, mas sempre acompanhados por uma genuína criatividade de engenharia.
Em 1957, o motor V-8 de 356 polegadas cúbicas (5,8 litros) ganhou 15 cavalos de força na forma padrão chegando a 300 hp e recebeu um aumento de 20 hp para o Eldorado, chegando a 325 hp, principalmente devido ao aumento na compressão que passou para 10:1.
Esse motor impulsionava o remodelado Cadillac 1957. A aparência era mais robusta, mas ainda assim evoluiu, inspirada pelos carros da mostra de 1954 e 1955, os Cadillacs Orleans, Eldorado Brougham e Park Avenue.
Chegando à estratosfera do luxo havia o carro de linha para 1957, o Cadillac Eldorado Brougham, com preço que atingia salgados US$ 13.074. Um dos Cadillacs mais interessantes da década de 50, este sedã sem colunas e de estilo arrojado, com distância entre eixos "compacta" de 3,2 metros, tinha portas de abertura centralizada e um teto revestido com aço inoxidável escovado, o último dos toques favoritos de Harley Earl. O padrão de quatro faróis foi uma aplicação compartilhada pela primeira vez com o Nash daquele ano.
O teto de aço inoxidável escovado e as portas de abertura centralizada eram apenas dois recursos atraentes do ultra luxuoso Cadillac Eldorado Brougham 1957. |
A característica mecânica mais intrigante do Brougham era a suspensão a ar, um trabalho dos engenheiros Lester Milliken e Fred Cowin. Baseada nos sistemas usados para veículos comerciais desde 1952, essa suspensão empregava uma "mola" de ar em cada roda e compreendia uma câmara de ar em forma de cúpula, um diafragma de borracha e pistões. Alimentadas por um compressor de ar central, as cúpulas eram continuamente ajustadas de acordo com a carga e as condições das ruas (por meio de válvulas e solenóides) para uma condução suave e nivelada.
O sistema do Cadillac era diferente das opções de "suspensão a ar" usadas em outras divisões da GM que eram "abertas" (pegavam o ar externo) em vez de "fechadas." Infelizmente, o custo e a complexidade eram muito altos em relação aos benefícios. As cúpulas de ar vazavam e as trocas eram freqüentes levando muitos proprietários a eliminar todo o sistema, trocando-o por molas espirais convencionais. A Cadillac e a GM abandonaram a suspensão a ar após 1960.
O Cadillac 1958 da série 62 de capota rígida apresentava um deque traseiro estendido |
De volta aos volumosos Cadillacs, que foram bastante modificados para 1958 de maneira bastante convincente aplicada pela GM para o modelo daquele ano. Cadillacs ainda mais enfeitados, eles vieram com suas partes cromadas e eram bem menos elegantes do que os modelos mais recentes. As vendas foram baixas, apesar de a recessão que envolvia o país ter sido provavelmente a maior culpada por isso e não o estilo que, apesar de tudo, estava na moda. Com 121.778 unidades vendidas, a produção do modelo de 1958 foi a menor desde 1954. No entanto, a potência do motor continuou a subir. O motor V-8 365 equipava todos os modelos, atingindo 310 hp, menos para o Eldorado, que chegava a 335 hp.
Uma previsão do futuro, o Cadillac De Ville 1958 se tornou uma subsérie da 62 e os sedãs com colunas foram eliminados. A linha 62 também ganhou um sedã de capota rígida com deque traseiro estendido.
Todos os modelos do Cadillac 1958 eram disponíveis com controle de navegação, sistema de regrigeração de alta pressão, rádio com procura de estações e dois alto-falantes e destravamento automático do freio de estacionamento. Um Eldorado especial para exibição apresentava uma capota conversível que "pensava" e se levantava sozinha, juntamente com os vidros das janelas laterais quando um sensor detectava gotas de chuva.
Um redesenho a ser lembrado estava sendo moldado para o próximo modelo da Cadillac. A seguir, examinaremos o imortal Cadillac 1959.
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