O lançamento do Ford Mustang 1965 se aproximava, e a Ford tinha confiança em seu novo carro esportivo. O trabalho agora era fazer com que o país soubesse a respeito desse novo tipo de carro. A introdução do que popularmente seria conhecido como Ford Mustang 1964 1/2 era um abrangente e brilhante lampejo de marketing. Os Estados Unidos praticamente não tinham visto nada parecido.
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Mais sobre o Mustang
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Mas o embargo não impediu que os jornalistas começassem a especular. Com certeza, isso não impediu que a própria Ford enganasse a imprensa ou que informações vazassem - o que realmente aconteceu.
Por exemplo, em 11 de março, apenas dois dias após o início da produção do primeiro Mustang, o jovem Walter Buhl Ford II, sobrinho do presidente Henry Ford II, recebeu permissão para dirigir um protótipo conversível sem disfarces para almoçar no centro de Detroit. Fred Olmsted, editor automotivo do Detroit Free Press, identificou-o e rapidamente chamou o fotógrafo Ray Glena. A Newsweek e outras publicações rapidamente pegaram as fotos de Glena, exatamente como a Ford queria.
Enquanto isso, a Time havia recebido permissão para acompanhar, dentro da empresa, o desenvolvimento do Mustang, mais uma vez com o acordo de que não publicaria nada até o dia determinado. A Time manteve sua palavra, mas não conseguiu fazer nenhum furo de reportagem. Em uma vitória para o departamento de relações públicas da Ford, a Time e a Newsweek exibiram matérias de capa sobre Lee Iacocca (em inglês) e sua criação na mesma semana.
Chega o grande dia
As semanas que antecederam a estréia do Mustang testemunharam grandes histórias em todos os lugares: Business Week, Esquire, Life, Look, Sports Illustrated, U.S. News & World Report, The Wall Street Journal e, é claro, em quase todas as revistas de automóveis. Finalmente, em 16 de abril, a Ford apresentou sua nova criação para cerca de 29 milhões de telespectadores, comprando a faixa das 21h em três redes de televisão. O lançamento público foi na sexta-feira, 17 de abril. Naquela manhã, 2.600 jornais veicularam anúncios e artigos enquanto o Mustang era revelado para os visitantes do dia de abertura da Feira Mundial de Nova York.
A Ford convidou aproximadamente 150 jornalistas para o evento, além de oferecer um jantar e um coquetel suntuosos. No dia seguinte, ela os soltou no meio de uma manada de Mustangs para uma viagem de 1.200 km até Motown. "Estas unidades eram carros praticamente construídos à mão. Tudo poderia ter acontecido", relembrou um diretor da Ford. "Alguns dos repórteres forçaram os carros durante todo o trajeto e nós torcíamos para que eles não batessem ou se desmontassem. Felizmente todos chegaram até o final, mas foi pura sorte".
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A blitz publicitária não terminou aí. Um exagero de propaganda impressa e na TV garantiu que praticamente todas as pessoas nos Estados Unidos soubessem que o "inesperado" Mustang havia chegado. A Ford também alimentou o interesse público com inúmeras promoções e eventos. Um luminoso exibia o Mustang como o pace car oficial da Indy 500 de 1964. Embora um conversível branco com faixas de corrida azuis na capota tivesse andado à frente dos monopostos no Memorial Day (feriado de 30 de maio em homenagem aos mortos em combate), a Ford construiu mais 35 conversíveis e cerca de 195 cupês decorados com a mesma alegoria. Os conversíveis foram vendidos posteriormente, e os cupês foram distribuídos em concursos patrocinados pelas concessionárias.
Tudo isso consumiu uma fortuna considerável, mas o dinheiro foi bem gasto. O Mustang causou mais empolgação do que qualquer Ford em sua geração. Certamente ele deu uma injeção de ânimo bem-vinda em um país que ainda estava se conformando com o assassinato do presidente John F. Kennedy, ocorrido no outono anterior.
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