Opcionais do Mustang 1965

Escolher motor e câmbio era apenas a primeira etapa ao personalizar um Mustang no ano modelo de estréia 1965. Os itens a seguir compunham a extensa lista de opcionais: servofreio, por US$ 42; direção hidráulica, por US$ 84; pára-brisa colorido, por US$ 22; o mesmo item com janelas coloridas, por US$ 31; pneus com faixa branca ou com banda vermelha de 14 pol (para substituir os pneus pretos de 13 pol); calotas do tipo "hélice", por US$ 18; conjunto de calotas raiadas para rodas de 14 pol, por US$ 46.


Instrumentos "Rally Pack", painel acolchoado e pára-sol eram itens que tinham um custo adicional, embora a Ford tivesse tornado de série banco ajustável para o motorista

Itens secundários - como luzes de ré, painel acolchoado e pára-sol - agora eram equipamentos de série comuns, mas o preço do carro subiu. O único opcional com preço elevado era o ar condicionado, vendido por US$ 283, apesar de não estar disponível no motor HP V8.

No menu, também havia o conta-giros "Rally Pac" e o relógio em uma carcaça pequena acima da coluna de direção, por US$ 69; volante de direção luxuoso, por US$ 32; console esportivo central, por US$ 52; rádio AM, com botões de sintonia e antena, por US$ 59; alto-falante no banco traseiro, por US$ 12; revestimento de vinil para os modelos hardtop, por US$ 76, e um mecanismo hidráulico para acionar o teto do conversível, por US$ 54.

Depois, foram disponibilizados outros pacotes de opcionais: suspensão esportiva (somente nos motores V8), por US$ 31; grupo de visibilidade, formado por espelho da porta do motorista com controle remoto, espelho retrovisor interno dia/noite, limpadores elétricos de duas velocidades e lavador elétrico do pára-brisa, por US$ 36; grupo de proteção, composto por faixas fixadas com rebite e moldura nas soleiras, por US$ 27; e grupo de instrumentos (velocímetro circular e 4 mostradores menores, incluindo o medidor da pressão de óleo e o amperímetro, por US$ 109).

Em setembro, foram adicionados freios a disco dianteiros Kelsey-Hayes, por US$ 57 (que valiam cada centavo investido), diferencial autobloqueante Equa-Lock", por US$ 43, rodas em aço estilizadas em formato de "teia de aranha", por US$120, banco dianteiro inteiriço, por US$ 24, e um grupo GT, vendido por US$ 165, composto de freios a disco, faróis auxiliares integrados à grade, emblemas especiais e faixas de corrida nas soleiras, semelhantes às do Ford GT40, protótipo para provas longas. Um pouco mais tarde surgiu o Grupo decorativo, o então chamado "interior do pony car", hoje em dia bastante cobiçado pelos colecionadores. Esse pacote de US$ 107 reunia o conjunto de instrumentos do GT com apliques que lembravam madeira nos painéis e nas portas, volante de direção com aro imitando madeira, luzes de cortesia nas portas e, a principal atração, um estofamento em vinil exclusivo em duas tonalidades com uma manada de cavalos em cavalgada impressa na parte superior dos encostos.

Nos "verdadeiros" modelos 1965, a Ford acrescentou um banco ajustável para o passageiro dianteiro que se tornou de série, alternador no lugar do dínamo e o elegante cupê 2+2. Diversos nomes haviam sido considerados para essa última versão, incluindo GT Limited, Grand Sport e até GTO. Mas 2+2 era adequado, já que o semi-fastback tinha ainda menos espaço traseiro para passageiros que os outros Mustangs.


O semi-hatch 2+2 tinha janelas únicas à frente das tomadas de ar semelhantes a grades, um recurso exclusivo para esse modelo opcional de carroceria.
O semi-fastback 2+2 tinha janelas únicas à frente das saídas de ar tipo grade, um recurso exclusivo para esse estilo de carroceria opcional

Entretanto, havia uma compensação na maior utilidade do encosto do banco traseiro dobrável, que era a separação do porta-malas, que formava um útil assoalho plano e comprido para bagagens. A linha de teto que sugeria um carro de corrida incorporava saídas de ar semelhantes tipo grade, em vez de janelas nos vidros traseiros, e que faziam parte de um sistema de aeração da cabine. O 2+2 também se diferenciou ao omitir o enfeite no pára-lama traseiro que imitava uma tomada de ar, como nos carros com frisos fixos e/ou do pacote GT.

Sempre parecia haver uma combinação perfeita entre o carro e o consumidor. Mas, como você verá na próxima seção, as críticas foram variadas segundo aqueles que pagaram para olhar por baixo da superfície brilhante de um carro.

Para obter mais informações sobre o Ford Mustang de ontem e de hoje, confira os artigos a seguir.
  • Embarque na história completa do carro esportivo mais querido dos EUA lendo o artigo Como funciona o Ford Mustang (em inglês). Várias publicações contam a trajetória dessa lenda desde sua concepção no começo dos anos 60 até o Mustang totalmente redesenhado de hoje.
  • Era o carro certo na época certa, mas o Mustang teve que aguardar o início dos anos 60, quando um executivo influente da Ford percebeu seu potencial. Saiba como Lee Iacocca colocou sua mais brilhante idéia em prática nos Protótipos do Ford Mustang 1965.
  • Em 1967, o pony car original não era mais o único e teve que lutar para ser vendido. Ford Mustang 1967, 1968 detalha o renovado visual de alto desempenho e potência que fizeram do modelo - que vendeu um milhão de unidades - ainda melhor.
  • O Ford Mustang ocupa uma posição de destaque entre os muscle cars dos Estados Unidos. Saiba mais sobre alguns dos Mustangs mais rápidos de todos os tempos, os muscle cars.