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Os primeiros 262 carros considerados modelos 1966 eram, na verdade, sobras dos modelos 1965, redesenhados com a grade de barras delgadas (agora sem o "curral"), tomadas de ar do freio traseiro posicionadas atrás das portas e janelas de acrílico substituindo as saídas de ar no teto. Os modelos 1966 subseqüentes ganharam amortecedores um pouco mais macios e outros ajustes na suspensão, além de novas opções de caixa automática e o banco traseiro escamoteável das versões cupê de série. As opções de cores foram ampliadas para vermelho, azul, verde e preto, todas com listras brancas.
Mais comum nos Shelbys antigos, havia um compressor centrífugo Paxton opcional, disponível como item de série por US$ 670 ou como um kit por US$ 430. Aumentando a potência em 46%, de acordo com o fabricante, e conseguindo mais de 400 cv, o Shelby conseguiu reduzir para cerca de 5 segundos o tempo para ir de 0 a 96,5 km/h. Entretanto, poucas unidades foram vendidas e o opcional foi descontinuado após uma única temporada.
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Em outra jogada de mestre, Carroll batizou o modelo 1966 de GT-350H, sendo o "H" uma referência à locadora Hertz. Foram construídos exatamente 936 unidades, todas com acabamento em preto com listras douradas e equipadas com caixa automática Select-Shift Cruise-O-Matic. A Hertz os alugava por US$ 17 ao dia mais 17 centavos de dólar por milha rodada. Os entusiasmados corredores de final de semana faziam filas, mas essas incursões não autorizadas às pistas de corrida tornaram o negócio pouco lucrativo e a Hertz abandonou esse segmento depois de apenas um ano.
No geral, a Shelby construiu 2.378 unidades do GT-350, de acordo com as especificações do modelo 1966, incluindo as versões R e H, além de seis protótipos de conversíveis. Mas a Ford, que visava o lucro, queria muito mais e estava começando a pressionar Carroll para minimizar ainda mais seu projeto original.
A genialidade destinada a ser copiada
Até então, o pony car (muscle car compacto) da Ford, termo cunhado pela revista Car Life, espetacularmente bem-sucedido, tinha somente um concorrente direto: o Plymouth Barracuda, um esportivo baseado no Valiant que, por pura coincidência, foi apresentado um mês depois do Mustang. Sendo um veículo da Plymouth e um carro esportivo menos "especial", o Barracuda não representou uma ameaça às vendas.
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Mas a Ford sabia que a arquiinimiga Chevrolet iria copiar o Mustang, provavelmente, antes do esperado. De fato, muitos jornalistas prognosticaram que uma grande quantidade de concorrentes se inspirariam na fórmula vencedora do Mustang. Afinal de contas, a norma vigente em Detroit é que um modelo campeão de vendas não fica muito tempo sem uma resposta.
Mas Dearborn tinha modificações mais profundas guardadas para os Mustangs 1967. A única dúvida era: seriam elas suficientes para manter o pony car original à frente dos imitadores esperados? Leia o artigo Ford Mustang 1967, 1968 para saber como a Ford trabalhou para manter o Mustang à frente do grupo e se obteve êxito.
Para obter mais informações sobre o Ford Mustang de ontem e de hoje, confira os artigos a seguir.