Apesar de seu nome identificar o Oldsmobile Cutlass 4-4-2 como uma coleção de peças de desempenho separadas, nenhum muscle car de médio porte de 1966 teve uma personalidade de desempenho mais unificada. O Cutlass 4-4-2 foi rapidamente ganhando reputação como o mais equilibrado de todos.

Novos elementos de carroceria e bitola mais larga marcaram as mudanças do Cutlass 1966. O 4-4-2 ainda era uma opção para conversíveis e cupês, acrescentando apenas US$ 185 ao preço de um F-85 ou US$ 151 ao de um Cutlass. Os 4-4-2 tinham grade, lanternas traseiras e entradas de ar nos pára-lamas dianteiros exclusivas. Os bancos individuais eram de série nas versões do Cutlass, e instrumentos circulares esportivos substituíram o grande velocímetro horizontal. Um conta-giros custava US$ 52 a mais.

Oldsmobile Cutlass 4-4-2 1966
2007 Publications International, Ltda.
O 4-4-2 era bem educado em comparação à maioria dos supercarros.
Mesmo a versão Tri-Power "não apresentava, ou talvez mascarava,
a natureza brutal que é tão aparente em alguns dos outros" disse a revista Car Life. Veja mais fotos de muscle cars (em inglês)
.

Ainda exclusivo para o 4-4-2 estava o V8 de 400 polegadas cúbicas (6,5 litros) e carburador quádruplo. Um leve aumento na taxa de compressão aumentou a potência para 355 cv. Por mais US$ 110, o comprador poderia levar o primeiro conjunto de três carburadores da Oldsmobile desde o final dos anos 50. Ele elevava a potência para 365 cv e permitia que o carro acelerasse de 0 a 400 m em 14 s a 156 km/h. A Oldsmobile acertou nesse carro, e a passagem do carburador do meio para os outros dois era suave e controlável.

Trocar de marcha com a caixa manual de quatro e três velocidades ficou mais fácil graças ao comando de câmbio Hurst, disponível de fábrica e que tinha "4-4-2" e "Hurst" em alto relevo no pomo da alavanca do câmbio.

1966 Oldsmobile Cutlass 4-4-2
2007 Publications International, Ltda.
Este é o 4-4-2 básico, com 400 polegadas cúbicas e carburador quádruplo. Ele tinha 355 cv. As novas opções de três carburadores e tomada de ar dinâmica W-30 deixavam-no com 365 cv ou mais.


Uma suspensão mais esportiva com barras estabilizadoras dianteira e traseira de série estava de volta, e quem testava elogiava o desempenho estável do 4-4-2 na estrada, dizendo que ele era mais macio, mas com direção e controle melhores do que o Chevelle SS e o GTO (em inglês). Os freios também foram elogiados.

A Oldsmobile também começou a colocar alguns motores de três carburadores com o novo sistema W-30, que consistia de uma tomada de ar no para-choque dianteiro, e modificações internas no motor.

Para a maioria dos 4-4-2, o principal era potência abundante sem que o motor fosse temperamental, o conforto da Oldsmobile sem direção imprecisa e bons equipamentos sem preços exorbitantes. "Seria difícil de encontrar outro carro que faça tantas coisas tão bem", dizia a revista Motor Trend.

O Oldsmobile Cutlass 4-4-2 1966

Especificações
Entre-eixos, mm: 2.921
Peso, kg: 1.800
Quantidade fabricada: 21.997
Preço básico: US$ 3.500

Melhor motor disponível
Tipo: OHV V-8
Cilindrada, centímetros cúbicos: 6.554
Alimentação: 3 carburadores duplos
Taxa de compressão: 10,5:1
Potência: 365 cv a 5.000 rpm
Torque: 60,9 mkgf a 3.600 rpm

Desempenho típico
0 a 96,5 km/h: 7,0 s
0 a 400 m: 15,28 s a 151 km/h


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  • O Pontiac Firebird Trans Am 1970 combinava a direção de carros esportivos com a força dos muscle cars.
  • Um V8 testado em corridas e totalmente de alumínio era o que definia o raro e malvado Chevrolet Camaro ZL1 1969 (em inglês).
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