O Ford Mustang 1968
Os marqueteiros anunciaram o Ford Mustang 1968 como "O Grande Original" e "o carro mais empolgante nas ruas dos Estados Unidos". Mas embora os carros tivessem sido otimizados de várias maneiras, as vendas do ano modelo afundaram quase 33% com relação ao modelo 1967. A concorrência mais acirrada, porém, não era um problema, já que a minúscula American Motors estava em alta com seu bem projetado AMC Javelin 1968 e seu inteligente subproduto, o AMC AMX 1968 de dois lugares. Além disso, o Mustang provavelmente perdeu alguns consumidores para os novos carros esportivos de porte médio, como o redesenhado Dodge Charger 1968 e o Pontiac GTO 1968, assim como o novo Ford Torino fastback 1968. Os preços mais elevados não ajudaram. O Mustang hardtop tinha, à época, o preço inicial de US$ 2.600, o fastback era vendido por US$ 2.700, e o conversível, por US$ 2.800. Os opcionais também estavam mais caros.
A familiaridade foi outro fator provável, já que os modelos 1968 se pareciam bastante com os de 1967. Como anteriormente, linhas curvas despontavam do topo dos paralamas dianteiros para envolver as falsas tomadas de ar à frente das rodas traseiras antes de partirem em direção à base das portas. Agora os GTs acentuavam esse design com as espalhafatosas "listras em C" opcionais. Todos os modelos 1968 mostravam uma grade posicionada mais ao fundo, com o recentemente estampado cavalo a galope (ainda em um "curral" retangular) rente à superfície no lugar do antigo, em alto relevo. O letreiro F-O-R-D foi apagado do capô. O mesmo foi feito com a haste horizontal da grade, deixando o mascote do veículo e os faróis de neblina do GT "flutuando" dentro da cavidade. Felizmente, o restante do pacote GT não foi modificado, então, mais uma vez, havia à disposição escapamentos duplos com ponteiras quádruplas cromadas, tampa de combustível de abertura rápida, suspensão recalibrada e pneus F70-14 em rodas de aço estilizadas. Novamente, os pneus Wide-Oval eram vendidos separadamente.
 No Mustang 1968, o Grupo de Decoração Externa foi deixado de lado, mas seu capô com tomadas de ar duplas e pintado em duas tonalidades ainda era oferecido, como neste conversível
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Cumprindo a leiNa época, com os padrões federais de segurança e de controle de emissões vigorando no país todo, alguns motores dos Mustang modelo 1968 foram "despotenciados" e "emissionados". Uma compressão menor rebaixou o motor básico de 200 pol³ (3,3 litros) para uma potência de 116 cv. O motor 289 V8 de carburador duplo encolheu para uma potência de 197 cv, mas a do 390 subiu um pouco, atingindo 340 cv. E, pela primeira vez, houve um seis cilindro opcional: um 250 (4,1 l) emprestado da linha de picapes Ford, oferecendo uma potência de 157 cv por apenas US$ 26 a mais. Infelizmente, a caixa manual de quatro marchas não estava mais à disposição nos Mustang de seis cilindros. O motor 289 de alto desempenho e carburador de quatro corpos também foi descontinuado, sendo substituído, como ocorreu com o V8 intermediário, por um motor de bloco pequeno consideravelmente modificado, com 302 pol³ (4,9 l) e uma potência nominal de 233 cv. Com uma boa relação custo-benefício, ele custava apenas cerca de US$ 200.
No topo da tabela, sendo vendido por colossais US$ 755, estava o potente motor de bloco grande 427 pol³ (7 litros) da Ford, com taxa de compressão de 10,9:1 e uma conservadora potência de 395 cv. Embora estivesse restrito à caixa automática Cruise-O-Matic, apresentava um boa aceleração, indo de 0 a 60 mph (0 a 96,5 km/h) em cerca de seis segundos: o Mustang de série pronto para corridas mais rápido da história. Mas poucas unidades foram solicitadas devido a esse alto preço, assim como ao peso adicional que tendia a sobrecarregar a dianteira.
Os engenheiros são muito persistentes e todos os Mustangs receberam aprimoramentos mais detalhados. Mais uma vez, a suspensão dianteira foi calibrada para otimizar o desempenho e a dirigibilidade, e os pneus radiais Michelin, disponíveis de modo limitado nos modelos 1967, agora eram um item de fábrica com qualquer motor V8. Tão louvável quanto, os freios a disco dianteiros, com servofreio, passaram a utilizar pinças "flutuantes" em vez de fixas, o que proporcionava uma força de frenagem extra sem esforço adicional no pedal. Seu projeto também foi revisto para gerar uma vida útil maior dos freios e, como utilizava menos peças, ser mais confiável. A Ford reconheceu a necessidade dos freios a disco dianteiros nos Mustangs mais potentes ao fazer deles um item obrigatório nos modelos equipados com os motores 390 e 427.
 O design do Mustang 1967 foi pouco modificado no modelo 1968. As atualizações no interior do modelo 1968 envolveram, principalmente, os novos recursos exigidos pelo governo.
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Assim como outros carros de 1968, o Mustang atendeu às novas regulamentações federais quanto à segurança interna, acrescentando uma coluna de direção desarmável, encostos de banco traváveis com alavancas de liberação, encostos dos bancos e console almofadados e alavancas, interruptores e ferragens das portas redesenhados para ser seguros em uma batida. As luzes de sinalização laterais foram inseridas nos pára-lamas dianteiro e traseiro. Braços do limpador de parabrisa, cubo do volante de direção e aro da buzina opacos, espelho retrovisor e colunas do parabrisa atendiam às especificações governamentais quanto a ofuscamento.
Outras modificações no modelo 1968 foram decisão da própria Ford. Um mini-estepe de série abria um espaço bem maior no porta-malas e a capota do conversível foi recriada em vinil elástico e equipada com prendedores ocultos para oferecer um visual mais limpo. Um novo Grupo de Acabamento Esportivo adornava qualquer modelo com apliques no painel que lembravam madeira, pintura do capô em duas tonalidades, também disponível separadamente, revestimentos dos bancos em vinil "Comfort-Weave", moldura nos arcos das rodas, e, nos motores V8, rodas em aço estilizadas e pneus maiores. O Controle de Velocidade na Ponta dos Dedos (Fingertip Speed Control), que era um controle de cruzeiro operado a partir da alavanca da seta, e um dispositivo para desembaçar o vidro traseiro também foram acrescentados à lista de opcionais. A primavera conduziu a outros Sprint Sports hardtop e conversíveis com preços especiais, dessa vez usando as faixas GT em "C" e a tampa de combustível de abertura rápida do modelo GT, além de jogo de calotas completo. Os carros com motores V8 substituíram as rodas estilizadas por pneus mais largos (Wide-Oval).
 O Mustang fastback 1968 conservou as grelhas no teto traseiro, mas as saídas de ar falsas que imitavam "raladores de queijo" deram espaço a um destaque vertical estreito
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Passeando com os hardtopUma confecção exclusiva do modelo 1968 era o pacote estético especial para os modelos com capota rígida, voltado para compradores da Califórnia e do Colorado. A versão Golden State originalmente se chamava GT/SC ("GT Sport Coupe"), mas surgiu como o GT/CS - "California Special". Imitando o estilo do Shelby, ele contava com uma grade simples com faróis de neblina e nenhum emblema do Mustang, fixadores do capô com trava de girar, tampa do porta-malas com defletor, conjuntos de lanternas traseiras do Cougar, tomadas de ar laterais falsas com letreiro GT/CS grandes e faixas contrastantes em volta da traseira e ao longo das laterais da carroceria. A Ford também inseriu rodas estilizadas e pneus mais largos. Foram construídos cerca de 5 mil unidades do modelo California Special. A edição Colorado foi apelidada de GT/HCS, High Country Special. Com exceção das identificações no nome em formato de emblema, ele era praticamente idêntico ao pacote California. Não se tem notícia da quantidade produzida, mas provavelmente foi inferior ao CS, já que o mercado das Montanhas Rochosas é menor, portanto seria bastante raro encontrar um modelo HCS hoje em dia.
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