Estilo do Ford Mustang 1969
O trabalho de planejamento do Mustang 1969 havia começado em 1965, no estúdio da Ford Division, que ainda era comandado por Gale Halderman. Joe Gilmore era o então responsável pelo planejamento dos produtos, substituindo Ross Humphries. Desde os primeiros estudos em outubro de 1965, os projetistas pareciam determinados a transformar o carro em um pequeno Thunderbird, considerando contornos ondeados, faróis dianteiros ocultos, linhas dos pára-lamas pontiagudas e outros indícios de um carro luxuoso.
No início de 1966, foi-lhes dito para trabalharem sob certa "influência do Thunderbird". Essa instrução acarretou grades retangulares maiores, extremidades retas e alguns detalhes bastante perigosos. A julgar pelo registro fotográfico, podemos ser gratos aos designers pela mudança de planos.
Um modelo de março de 1966 prenunciava o acabamento final e o aspecto geral da versão 1969, mas a dianteira era uma evolução cautelosa do 1967
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De fato, eles registraram uma rápida mudança de 180° em direção a um autêntico muscle car. Essa decisão atingiu resultado em outubro de 1966, por meio de um fastback de argila em tamanho real com uma distância entre eixos curta, uma traseira isolada grande, um elevado "ombro" traseiro indo para trás a partir de uma tomada de ar proeminente, um capô mais longo, uma grade escancarada e uma cabine apertada. "Passamos por um período no qual estávamos cortando cerca de 15 cm da traseira", disse Halderman a Witzenburg. "Em seguida, alternamos para 5 cm e, finalmente, voltamos ao ponto de partida, porque ainda tínhamos que acrescentar um estepe, um tanque de combustível e espaço para as bagagens no porta-malas". Apesar de um desvio sem saída, esse modelo suscitava um desenho menos radical que fez com que o fastback de 1969 fosse renomeado para "SportsRoof", ou teto esportivo.
Mais uma vez, a Ford brincou com os estilos de carroceria extras do Mustang 1969. Em meados de 1966, os designers haviam esboçado desenhos em tamanho real de uma perua no estilo "breadvan" (furgão de padeiro), com janelas que ocupavam praticamente as laterais inteiras e um conversível tipo targa, com uma barra anticapotagem integral, dando uma prévia dos Shelbys 1968 conversíveis. A perua tinha traseira "Kamm" alta como o fastback de chassi curto, além de uma linha de teto que caía para trás e quebra de linha acentuada nos paralamas traseiros. A parte inferior da carroceria da versão targa era curvilínea, parecendo-se com a de um GM. Embora essa versão tenha sido abandonada, o desenho da perua foi aperfeiçoado em uma maquete de plástico reforçado com fibra de vidro em tamanho real, com acabamentos um pouco diferentes em cada lado.
Este modelo de 1966 exibe parte das ideias de estilo rejeitadas para o modelo 1969
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Fotografado em novembro, era um veículo atraente e esportivo com bastante vidro e proporções elegantes. Os paralamas traseiros acabavam em lanternas verticais afiladas, arqueadas de forma graciosa na direção de um delgado parachoque de perfil em "U". O perfil da dianteira antecipava o estilo do modelo de produção 1971. Mas com tudo aquilo deixado para trás, uma perua do Mustang permaneceu como algo impraticável. "Aquela versão era bastante querida", lamentou Halderman. "Creio que ela poderia ter sido vendida".
O Mustang cresce Com exceção de detalhes de última hora, como luzes traseiras e frisos, o pacote de estilo do modelo 1969 foi praticamente definido no início de 1967. O resultado foi um Mustang mais impressionante, tanto em tamanho quanto em aparência. Apesar da distância entre eixos ter sido conservada em 270 cm, o comprimento total aumentou para 468,5 cm, principalmente no balanço dianteiro. A largura foi aumentada para 178,25 cm no total, enquanto a altura foi reduzida um pouco, para 128 cm. O peso básico subiu para mais de 1400 kg.
Este modelo de 1966 apresenta vincos curvos da carroceria no estilo do Buick que foram rejeitadas no desenho final
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Os ganhos em dimensão também eram evidentes na parte interna. Portas mais finas aumentaram o espaço dianteiro para os ombros em 6,25 cm, e o espaço para os quadris, em 3,75 cm. A modificação de um membro transversal da estrutura aumentou o espaço traseiro para as pernas em incríveis 6,25 cm. A capacidade do porta-malas cresceu de "13% a 29%", de acordo com generosas informações da Ford à imprensa, mas isso não fez muita diferença, porque havia pouquíssimo espaço. E, com uma especificação de 277 litros, mesmo esse compartimento conseguia acomodar só uma mala e mais alguma coisa. Pelo menos a autonomia foi aumentada, graças a uma muito útil ampliação do tanque de combustível de 64 para 75 litros.
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