Mustang Shelby 1969 e 1970
Se os jornalistas de publicações especializadas em carros consideraram o Ford Mustang Boss 302 1969 um carro para a rua superior ao Mustang Shelby 1969, isso se deve provavelmente às versões GT-350 e GT-500 1969, nas quais a Ford trabalhou, não Carroll.
Carroll Shelby demonstra o habitual sorriso texano ao posar com dois dos "seus" Mustangs em 1969. Na verdade, os carros foram totalmente concebidos e construídos pela Ford.
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Basicamente, os Mustang Shelby foram reduzidos a uma simples versão personalizada dos fastbacks e conversíveis efetuada na fábrica da Ford em Southfield, no Michigan. A principal diferença era o novo nariz em plástico reforçado com fibra de vidro com um parachoque/grade grande e curvo que acrescentou 7,5 cm ao comprimento geral. Os Shelby tinham só dois faróis dianteiros, mas eram recheados de entradas de ar, cinco delas só no capô. Largas faixas refletivas percorriam as laterais a meia-altura. Brock Yates, da
Car and Driver afirmou: "Pessoalmente, não consigo pensar em um automóvel que faça melhor declaração sobre desempenho".
Mas o fato triste foi que os modelos 1969 ainda eram os mais mansos Shelby que já haviam sido feitos, mais pesados e com menos potência. O GT-500 não era mais o "Rei da Estrada", mas conservou a versão CJ 428 do modelo 1968. A potência permaneceu anunciada como 340 cv, mas, na verdade, de acordo com a estimativa da maioria, ela era de 25 cv a menos. O GT-350 passou para o novo 351 Windsor, mas não era declarada mais potência do que antes ou do que o novo Mach 1 mais acessível, fazendo com que Yates o chamasse de "uma cobrinha na pele de uma naja. Insulto adicional a essas injúrias eram os os preços recordes, variando de US$ 4.434 pelo GT-350 fastback a mais de US$ 5 mil por um GT-500 conversível.
Os Shelby Mustangs 1969, como este GT- 500, eram simplesmente Mustangs comuns com uma longa dianteira de plástico reforçado com fibra de vidro grande, tomadas de ar e sulcos por toda a parte e lanternas traseiras mais largos
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Com o Mach 1, a dupla dinâmica do Boss e quatro Shelbys no estábulo em 1969, alguns se perguntaram se a Ford não tinha excesso de Mustangs potentes. As versões Boss custavam tanto para ser procuzidas quanto os Shelby, embora Yates tenha falado em "uma curiosa duplicação de esforços". Ele afirmou que "a herança do GT-350 é o desempenho, e é difícil compreender por que os especialistas em marketing da Ford falharam ao deixar de explorar sua reputação". Independentemente disso, a produção do ano-modelo Shelby caiu 25%, somando 3150 unidades.
Um puro sangue desaparece Depois de ver seus carros vencerem somente uma corrida Trans-Am em 1969, Carroll Shelby decidiu abandonar o setor de automóveis (embora ele retornasse depois) e pediu para a Ford colocar o Mustang Shelby de lado. A fábrica concordou, mas não antes de explorar uma proposta interna interessante para recuperar parte do carro de 1969. Isso previu um modelo "1970 e 1/2" para substituir tanto os Mustang Shelby quanto o Boss 429. Apelidado de "Mustang composto" por quem estava envolvido, ele era basicamente o motor grande Boss com o interior de um Mercury Cougar e uma dianteira do Shelby 1969 com várias tomadas de ar.
Os Shelby NUstangs 1969 foram reduzidos para uma simples tarefa cheia de estilo personalizado, realizada nos fastbacks e conversíveis normais pela fábrica da Ford em Southfield, no Estado de Michigan
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O resultado pretendido seria mais rápido do que um CJ Mach 1, mais barato de produzir do que um GT-500 e mais diferenciado do que o Boss 429 que já existia. A Kar Kraft elaborou dois protótipos, mas o que veio a ser chamado de "Cavalo de Quarto-de-Milha" foi deixado no portão. Um dos motivos prováveis foram os Shelbys 1969 que encalharam se acumulando em volta de Southfield, cerca de 600 no total. Para se livrar deles, a Ford os transformou em modelos "1970" aplicando novos números de série, defletores dianteiros do Boss 302 e faixas pretas no capô: uma tática desesperada de vendas.
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