A Ariel Motor Company é muito conhecida por suas motos. Fundada em 1898, Ariel é um dos mais antigos nomes na história dos veículos britânicos. Ela começou fabricando motocicletas em 1902 e produzindo motos de 350 e 500 centímetros cúbicos. Um conhecido modelo da Ariel foi a VH500 Red Hunter, uma moto que tinha 26 cv de potência e velocidade máxima de mais de 130 km/h.
A moto mais famosa da Ariel, entretanto, foi a Square Four, um modelo que a companhia lançou em 1937. Nos primeiros anos de sua produção, o motor da Square Four tinha versões que iam de 500 a 600cm3. O maior dos motores chegou a 997cm3, gerava 45 cv e disparava a moto a mais de 160 km/h. Edward Turner projetou o motor da Square Four antes de ir para a Triumph Motorcycles, onde ajudou a supervisionar o lançamento da Triumph Tiger e da Speed Twin em 1937 e 1938, respectivamente.
A Square Four era popular, mas era pesada e cara. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Ariel reprojetou a moto com um motor de alumínio mais leve, garfos dianteiros telescópicos e suspensão traseira. Apesar das inovações, a Square Four se entregou às pressões da concorrência e lançou seu último modelo em 1958.
Apesar de ser mais conhecida por suas motos, a Ariel Motor Company também produziu ao longo dos anos vários carros, triciclos, quadriciclos, carros de entrega e militares. No início do século XX, a companhia tentou produzir um carro de quatro cilindros notável para a época, conhecido como Aero-Simplex. O Aero-Simplex refrigerado à água foi inspirado nos projetos da Mercedes e desenvolvia até 30 cv. A Ariel também experimentou modelos de seis cilindros que podiam produzir até 60 cv, mas nenhum deles se tornou muito popular. Depois de 1918, a companhia fez uma última tentativa de se destacar no mercado de carros de pequeno porte com o Ariel Nine. Quando o Atom original foi lançado no ano 2000, foi o primeiro carro, em 27 anos, a levar o nome Ariel.
O Atom na América
Nos Estados Unidos, o Atom está disponível pela Brammo Motorsports (em inglês), uma empresa situada em Ashland, Oregon, especializada em fabricar veículos de nichos para o mercado americano. A Brammo foi fundada em 2002 e atualmente emprega 27 pessoas. O presidente executivo da Brammo, Craig Bramscher, ficou interessado no Atom após ter dirigido o carro. Quando a Ariel começou a procurar por um representante americano, Bramscher sentiu que a Brammo seria uma boa parceria. Depois de avaliar diversas companhias, a Ariel concordou e firmou um acordo de licenciamento com a Brammo.
![]() Imagem cortesia de Brammo Motorsports / Ariel Atom |
Conforme mencionado anteriormente, a versão do Atom da Brammo utiliza o motor da General Motors Ecotec no lugar do motor Honda iVTEC especificado pela Ariel. Por outro lado, a Brammo se une completamente à visão de Simon Saunders, fabricando cada carro manualmente, um de cada vez. A Brammo conta com seis veículos já montados, além de 50 encomendas. Todo mês, dez clientes potenciais chegam para testar o carro. Em cinco anos, a Brammo planeja fazer mil carros e faturar US$ 80 milhões por ano.
As aspirações da Brammo, entretanto, não terminam com o Atom. O projetista-chefe Brian Wismann, um veterano nos projetos de carrocerias de carros de corrida Daytona, está trabalhando duro na linha própria da Brammo de veículos especializados. Um deles é o Brammo Rogue GT, o primeiro supercarro americano V12 projetado e construído nos Estados Unidos para o mundo. A empresa também tem planos para um supercarro V8, com preço abaixo de US$ 200 mil, que chegará ao mercado com o nome de Ronin GT, bem como um veículo elétrico ecologicamente correto e um carro de corrida que roda com combustível alternativo de propano líquido ou hidrogênio.
Será que veremos Atoms zunindo e formando nuvens de poeira ao passarem velozes em nossas rodovias? É pouco provável - o Atom provavelmente será uma visão rara nas estradas. Isso porque, afinal, ele é legal apenas se for vendido como um kit e existem poucos Atoms licenciados nos Estados Unidos. Como um carro de projeto único, o Atom é vendido como um fora-de-estrada apenas para uso em pistas de corrida. E é lá - nas pistas americanas - que o Atom continuará a quebrar recordes e a deixar queixos caídos no chão.
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