Um dos problemas com o combustível em si está no aumento de NOx nas emissões de biodiesel. Freqüentemente, na fabricação do diesel, quando é diminuída a quantidade de aerossol nas emissões, há um aumento equivalente nos óxidos nítricos, o que contribui para a formação de poluição. Embora uma parte do problema possa ser resolvida ajustando o próprio motor, isso não é sempre praticável. Existem tecnologias sendo pesquisadas para reduzir a quantidade de NOx nas emissões do biodiesel.
Um outro problema é o comportamento do
biodiesel como solvente.
Embora essa propriedade seja útil, trata-se de uma faca de dois gumes. Alguns veículos
a diesel mais antigos (como os carros fabricados antes de 1992) podem vir a
sofrer entupimentos com
concentrações mais elevadas de biodiesel. Por sua capacidade química de
desprender resíduos acumulados no motor (que podem estar lá devido ao diesel
antigo), o biodiesel pode fazer com que o filtro do combustível fique entupido com os resíduos recentemente
liberados. Os fabricantes de biodiesel sugerem a troca da bomba de combustível logo após a alteração para misturas de alta
concentração de biodiesel. Os componentes desses
sistemas de alimentação mais antigos também podem se estragar. Além dos resíduos dentro do
sistema de alimentação,
o biodiesel também decompõe os componentes de borracha. Algumas partes dos
sistemas mais velhos, como as mangueiras de combustível e os vedadores da bomba de combustível podem vir a quebrar por serem feitos de borracha ou
material semelhante. Isso é geralmente corrigido pela substituição de tais
componentes. Embora muitos fabricantes tenham incluído o biodiesel em suas
garantias, a possibilidade de problemas ainda poderia existir. Para mais
informações sobre garantias de biodiesel e de veículo, visite O Padrão Normativo do Biodiesel (em inglês).
Ainda, em alguns motores, pode haver um
ligeiro aumento do consumo de
combustível e diminuição da potência. Em média, há uma redução de aproximadamente 10% na
potência. Em outras palavras, é necessário aproximadamente 1,1 litro de biodiesel
para equivaler a 1 litro
de diesel tradicional.
Os principais inconvenientes para o biodiesel
estão ligados ao contexto geral, ou seja, o mercado e a logística. Destes, o
mais importante é o custo.
De acordo com o EPA, o biodiesel puro (B100) pode ter seu custo na faixa de US$ 0,50
a US$ 0,80 por litro,
enquanto a mistura B20 custa em média aproximadamente 8 a 10,5 centavos centavos de dólar mais por litro que o diesel tradicional. No entanto, tudo depende de variáveis como a
matéria-prima usada e as condições de mercado.
Atualmente, os Estados Unidos produzem
aproximadamente 284 milhões
de litros de biodiesel por ano, segundo a
National Biodiesel Board (em inglês). Essa
produção é flexível e pode ser aumentada ou diminuída de acordo com a
necessidade.
O futuro
Se o biodiesel ganhar ou não a atenção dada às tecnologias de vanguarda, uma coisa é certa, ele certamente estará em constante desenvolvimento.
![]() Foto cortesia Paul Roessler Microalgas, organismos dos quais combustíveis como o diesel podem ser derivados: cultivados nos desertos do sudoeste americano, as microalgas desenvolvidas na NREL (Laboratório Nacional de Energia Renovável - EUA) (em inglês) podem um dia produzir grandes quantidades de lipídios para conversão em biodiesel. |
Atualmente, o maior mercado de biodiesel são os veículos de frota. De acordo com a National Biodiesel Board, há mais de 100 frotas deste gênero usando o biodiesel nos Estados Unidos. Estas incluem organizações públicas e federais como os Correios (em inglês), a Força Aérea (em inglês), o Exército, a Nasa, o Departamento de Energia, Duke Energy e a Companhia de Luz e Energia da Flórida. Muitos serviços públicos de transporte também visam o biodiesel a fim de complementar o uso do petróleo. Ônibus de linha como o Cincinnati Metro também estão usando o biodiesel. Potenciais alvos futuros incluem campos como aplicações navais e na agricultura e aquecimento doméstico.
Como a consciência pública cresce, o biodiesel e os biocombustíveis em geral poderiam facilmente pegar a sua fatia do bolo. O apoio político também está em ascensão e, na trilha da legislação como a emenda EPACT de 1998, as fontes alternativas de combustível serão uma necessidade em um futuro não muito distante.