Solucionando os problemas dos modelos recarregáveis

Um dos problemas com os modelos híbridos elétricos e a gasolina é que eles utilizam a gasolina para fazer o carro funcionar a velocidades acima de 24 km/h. Eles também fornecem energia aos geradores que recarregam as baterias a bordo. Os carros totalmente elétricos são baseados inteiramente na eletricidade e, portanto, não emitem gases do efeito estufa (GHGs).

Mas os carros elétricos têm seus próprios desafios e um deles é a velocidade. Um motor elétrico geralmente não se compara com a força e as velocidades de um carro abastecido por um motor interno de combustão a gasolina. Este problema foi totalmente deixado no acostamento (pelo menos para os motoristas mais prósperos), com a introdução do Tesla Roadster (em inglês). Este modelo esportivo totalmente elétrico de US$100 mil pode fazer de 0 a 96,5 km/h em menos de 4 segundos e roda o equivalente a 216 km por galão de gasolina. [fonte: Tesla Motors (em inglês)]. O Tesla também roda 352 km por recarga.

O Tesla não é um híbrido. Assim como os outros carros elétricos, ele precisa ser plugado em uma tomada para recarregar. Isto nos leva ao maior problema sobre os modelos recarregáveis: a necessidade de eletricidade produzida em massa.

Um carro totalmente elétrico e sem emissões ainda deixa uma pegada de carbono. O próprio combustível fóssil necessário na produção do carro já deixa uma pegada de carbono. Uma vez que o carro precisa ser recarregado com eletricidade, ele continua a demandar energia fóssil. Isto é porque grande parte da eletricidade produzida nos Estados Unidos é gerada pela combustão de combustíveis fósseis como o gás natural, o carvão e o petróleo. Somente o carvão é responsável pela metade da eletricidade produzida nos Estados Unidos. [fonte: National Mining Association]. Então, ao recarregar o seu carro elétrico, você ainda gera emissões de GHG.

Pesquisadores têm sugerido que o hidrogênio seja um possível candidato para os futuros carros totalmente elétricos e sem recarga. Mesmo os carros elétricos movidos a hidrogênio precisam do combustível fóssil. O hidrogênio combustível distribuído nas bombas provavelmente será gerado pela combustão do metano.

O objetivo final, então, é criar um carro totalmente elétrico que não requeira combustíveis fósseis. O desafio é formular uma maneira de gerar eletricidade a bordo, utilizando formas renováveis de energia. A mais provável solução é a energia solar. Pelo menos uma empresa já está trabalhando na criação do primeiro híbrido movido a eletricidade e energia solar.

A Venturi, uma empresa de transportes francesa, criou o Astrolab, um modelo conversível de dois bancos que alcança velocidades de até 120 km/h. [fonte: Gizmag]. O carro maximiza o espaço com um painel horizontal e retangular que o circula. O painel apresenta células fotovoltaicas de nanoprisma para capturar a energia solar e convertê-la em eletricidade. Então qual é o obstáculo? O sol nem sempre brilha onde o seu carro está estacionado.

Se a eletricidade fosse produzida em massa através da energia solar ou eólica, a recarga dos carros totalmente elétricos não apresentaria nenhum problema ambiental. Mas a Venturi não espera pelas companhias de eletricidade para poder acompanhar. A empresa oferece outro carro elétrico, o Eclectic com três bancos, que possui células fotovoltaicas no teto que capturam e armazenam energia. O carro, parecido com um cruzamento entre um carrinho de golf e um Ford Model T, não roda apenas com energia solar: ele vêm com uma turbina eólica portátil opcional. Você pode colocar a turbina perto do carro quando ele estiver estacionado e ela utiliza energia eólica para gerar eletricidade e recarregar as baterias do carro. [fonte: Venturi].

Todavia, a Venturi está pedindo que os consumidores cubram suas apostas. Ambos o Astrolab e o Eclectic vêm equipados para serem plugados numa tomada elétrica para a recarga. Parece que ainda vai demorar para descartarmos as nossas tomadas com total confiança.

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