Alfa Romeo GTV-6

Quando o Alfa Romeo Giulia Sprint GTV saiu de produção em 1974, a Alfa apresentou o Alfetta GT cupê para substituí-lo. Quase tudo era novo. Somente o motor de quatro cilindros DOHC com injeção de combustível Spica foi mantido.

A suspensão dianteira independente do Alfetta era semelhante à do GTV, com barras de torsão longitudinais no lugar das molas espirais. E ele tinha uma transmissão de cinco velocidades unida ao diferencial para formar um eixo transversal traseiro que era parte de uma montagem De Dion com as molas espirais. Os freios eram todos a disco, com os discos traseiros movidos para dentro, de modo a reduzir o peso não sustentado pelas molas.

O Alfetta GT chegou aos EUA em 1975, com o motor 1962 cm cúbicos (1,9 litros), mas foi vendido na Europa com as opções de motores de 1,6; 1,8 e 2 litros. O nome se tornou GTV em 1976 e mudou para Sprint Veloce em 1978.

Todos os modelos tinham a mesma carroceria aerodinâmica cupê, criada novamente por Bertone. Embora mais espaçoso do que os cupês anteriores da Alfa Romeo, ele não foi considerado uma referência de estética. Não era grande o suficiente para fornecer transporte prático para quatro pessoas, nem insinuante o bastante para ser um verdadeiro GT ou esportivo. E embora parecesse que deveria ter um modelo hatchback, isso não aconteceu. No entanto, esses modelos eram os Alfa Romeos com a melhor dirigibilidade que já haviam surgido, em parte devido à excelente geometria da suspensão e à distribuição de peso dianteira/traseira praticamente igual que o eixo transversal traseiro proporcionava.

Alfa Romeo GTV-6 Rear Angle
O US GTV-6 1986 exibe poucas diferenças básicas de estilo em relação ao seu antecessor, o Alfetta GT

Em 1981, esse mesmo carro ganhou uma nova imagem e um novo motor para se tornar o GTV-6. A chapa metálica exterior e a aparência permaneciam muito parecidas com a anterior, mas a estrutura, a suspensão, os freios, o eixo transversal, as rodas e os pneus foram aprimorados para funcionar com um motor maior e mais potente: um legítimo V6, com comando único de válvula no cabeçote em cada um dos lados, movidos por roda dentada, além de injeção de combustível Bosch L-Jetronic (específica tanto para a versão americana quanto para a européia).

As válvulas inclinadas sobre as câmaras hemisféricas foram mantidas, mas agora ativadas por uma disposição um tanto complicada. Os eixos-comandos ficavam diretamente sobre as válvulas de admissão, mas moviam as válvulas de exaustão por tuchos, varetas e balancins. O deslocamento era de 2.492 cc (2,4 litros) a partir de um pistão de 88 mm e um curso de 68,3 mm, valores muito distantes dos motores de curso longo antigos da Alfa Romeo. A potência classificada era de 154 (SAE) a 5.500 rpm com torque de 21 kgf a 3.200 rpm, o bastante para impulsionar o GTV-6 de 1.288 kg de 0km/h a 96 km/h em 8,4 segundos e seguir até atingir a velocidade máxima de 201 km/h.

Alfa Romeo GTV-6
Visão sob o capô do Alfa Romeo GVT-6

O interior também não deixou de receber um novo tratamento. Volante inclinável, estofamento de couro, tapetes mais sofisticados e ar condicionado padrão faziam com que o motorista se sentisse bem, mesmo sem contribuir em nada para o desempenho. Mais receptivo ainda era o novo painel, com instrumentos posicionados diretamente na frente do motorista, o que eliminava a disposição estranha dos modelos anteriores, nos quais o velocímetro e os medidores menores estavam no centro do painel (o que era meio inadequado).

O mecanismo de marchas na transmissão colocada na traseira era considerado macio e flexível. Houve reclamações sobre a embreagem de disco duplo ser dura, mas ela nunca escorregava. No entanto, os problemas podiam ser resolvidos com um maior desenvolvimento, e foi o que acabou acontecendo.

A melhor parte do Alfa Romeo GTV-6 era seu excelente equilíbrio e sua dirigibilidade geral. Os críticos e os fãs da Alfa Romeo se perguntavam o motivo dessa suspensão não poder ser usada no Spider. E ela podia, é claro, mas a direção da Alfa Romeo não estava disposta a continuar aprimorando seu conversível.

Se o Alfa Romeo GTV-6 será substituído ainda é algo incerto desde que a Fiat comprou a Alfa Romeo, em 1987. Se tivermos sorte, os novos proprietários substituirão esse cupê de alma forte, com estética estranha, por algo verdadeiramente moderno e, por que não dizer, futurista. E se isso acontecer, a espera valerá a pena.

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