O Aston Martin DB1

A pequena Aston Martin estava passando por problemas financeiros na época em que o industrial David Brown a adquiriu em 1947. É claro que a firma já tinha uma história de altos e baixos. O primeiro Aston Martin foi fabricado em 1914, embora as vendas não tenham começado até 1921, enquanto os anos 30 trouxeram tempos difíceis, diversas mudanças de donos e nenhum modelo totalmente novo.

 

 

Mas por volta de 1947 surgiu um novo projeto, executado durante e após a guerra por Claude Hill. Com o nome de código “Atom”, ele apresentava chassi multitubular de seção quadrada, com por molas helicoidais nas quatro rodas, braços arrastados independentes na dianteira e eixo motriz rígido traseiro localizado por tensores, além de um motor 2 litros de quatro cilindros com válvulas acionadas por varetas. O problema era que a antiga Aston Martin (então baseada em Feltham, em Middlesex, próximo ao ainda pequeno aeroporto Heathrow de Londres) não era capaz de arcar com as modificações necessárias para iniciar sua produção.

 

Mas a tomada de controle por parte de David Brown possibilitou novos investimentos e o Atom chegou ao mercado em 1948 batizado de Aston Martin DB1. A designação DB obviamente indicava o primeiro modelo de David Brown. No entanto, a intenção era que ele fosse apenas uma oferta temporária. Brown também havia adquirido a Lagonda em 1947 e estava ocupado fabricando um sedã Lagonda totalmente novo cujo motor com duplo comando de válvulas iria equipar o novo Aston que estava por vir.

 

Embora muito bem projetado, o chassi do DB1 era adequado apenas para uma produção limitada. Isso sem dúvida tornou a produção do carro extremamente cara. Certamente não era um projeto lucrativo, mas isso não parecia ter importância. Conforme Brown admitiu mais tarde, ele comprou a Aston e a Lagonda apenas para “ter um pouco de diversão”.

 

 

Na verdade, o DB1 era pouco potente, e somente 15 unidades foram vendidas. Seu motor de 2 litros produzia respeitáveis 91 cv (potência bruta SAE), mas isso era quase que totalmente anulado pela pesada carroceria do conversível de quatro lugares que compreendia a maioria dos exemplares. Porém, existia um DB1 leve e bem-sucedido: um carro esporte de corridas, equipado apenas com o essencial, que venceu a prova 24 Horas de Spa, na Bélgica, em 1948 nas mãos habilidosas de “Jock” Horsefall e Leslie Johnson. No entanto, nenhuma réplica foi produzida.

 

A carroceria de série do conversível foi desenhada pelo ex-funcionário da Lagonda Frank Feeley, que foi o responsável por outras adoráveis criações, tais como o V-12 de 1930 e o novo sedã Lagonda de 2,6 litros que começava a ser produzido. O Aston Martin DB1 deu início ao tratamento característico da dianteira que seria levado adiante no mais famoso DB2, e possuía linhas longas e suaves.

 

O motor do Aston Martin DB1 nunca foi utilizado em qualquer outro Aston ou Lagonda. E como não houve ferramentas de manutenção nem peças de reposição disponíveis, manter essa raridade inglesa nas ruas não é fácil ou barato. Esse é o preço da história.

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O mais famoso DB1 venceu a corrida das 24 Horas de Spa na Bélgica em 1948
O mais famoso DB1 foi dirigido por "Jock" Horsefall e Leslie Johnson
e declarado vencedor da prova das 24 Horas de Spa na Bélgica em 1948

 

O Aston Martin DB1 corresponde ao primeiro modelo David Brown.
Também conhecido como o esportivo de dois litros, o primeiro David Brown Aston era bonito ao seu modo e nem tão rápido assim, porém ele preencheu a lacuna deixada pelos Astons produzidos antes da Segunda Guerra Mundial e os DBs posteriores.