Os Aston Martin DBS V-8/TM e V-8, Vantage e Volante

O Aston Martin DBS de seis cilindros apareceu em 1967, mas sempre foi planejado em torno de um novo Aston Martin DBS V-8. Essa potente unidade de 5,3 litros, com bloco e cabeçotes de liga leve de alumínio e duplo comando de válvulas no cabeçote por bancada de cilindros, na verdade foi lançada naquele mesmo ano para corridas, mas não entrou em produção até o outono de 1969. Esse motor equipou todos os Astons e Lagondas fabricados desde então.

O Aston Martin DBS V-8 era um dos dois ou três carros mais rápidos do mundo
O Aston Martin DBS V-8 era um dos dois ou três carros mais rápidos do mundo. Esses carros esportivos, em grande parte construídos à mão, conseguiam ir de 0 a 100 km/h em 6 segundos e alcançavam
a velocidade máxima de 240 km/h

Os fãs do Aston esperaram um longo tempo por algo como o DBS V-8, e não ficaram desapontados. Ele era - e ainda é - uma magnífica usina de força: muito muscular e torcudo e bastante confiável quando mantido de forma adequada. Ele também era bastante caro - em grande parte feito à mão, na verdade - o que restringia sua produção em Newport Pagnell a não mais que quatro ou cinco carros por semana.

É possível diferenciar o V-8 DBS do seis cilindros pelas suas rodas em liga leve - além, é claro, de um desempenho muito melhor: ir de 0 a 100 km/h agora era questão de meros 6 segundos, e sua velocidade máxima era de 240 km/h. O V-8 transformou o DBS de muito rápido para estupendamente rápido, colocando-o entre os dois ou três carros mais rápidos do mundo. Como no final dos anos 1960 seus concorrentes normalmente alardeavam desempenhos muito otimistas (e às vezes, inacreditáveis), a Aston se recusava a fornecê-las, afirmando apenas que eram "suficientes" e deixando o desempenho do V-8 DBS falar por si mesmo.

No entanto, estimava-se que o V-8 oferecia inicialmente uma potência de 355 a 380 cv, com injeção eletrônica de combustível Bosch de série, a qual, conforme a experiência logo mostrou, tinha a manutenção um tanto complicada. Assim como no modelo de seis cilindros, ele era oferecido com uma caixa manual (da ZF) de 5 marchas ou uma automática de 3 velocidades, só que agora era a bem conhecida TorqueFlite da Chrysler. As especificações dos chassis eram as mesmas do modelo de seis cilindros, com exceção de sua direção servo-assistida, que de opcional passou a ser item de série.

O DBS V-8 já está sendo produzido há quase duas décadas, sobrevivendo a inúmeras mudanças de gestão e propriedade ao longo do processo. A versão atual não parece tão diferente da original, porém foram observadas várias mudanças com o passar dos anos.

A primeira veio em 1972, quando David Brown vendeu a Aston Martin Lagonda para a Company Developments, Ltd. O DBS V-8 foi renomeado Aston Martin V-8 e recebeu o renovado visual do modelo seis cilindros, com sua frente de dois faróis e grade em preto metálico mais fina e um capô com tomadas de ar protuberantes (substituindo as tomadas de ar originais). A partir do verão europeu de 1973, o motor voltou a utilizar carburadores, um quarteto de Webers duplos que de fato melhoravam tanto seu desempenho quanto sua dirigibilidade. Eles continuaram em linha até os anos 80, quando voltaram a utilizar um sistema de injeção Bosch mais moderno. Houve um período de seis meses entre 1974 e 1975 em que nenhum Aston, de qualquer tipo, foi fabricado, dependendo da chegada de uma nova gerência e novo capital. Segundo foi amplamente divulgado, a potência aumentou em 15 % em 1977. Embora novas normas de controle de emissão tivessem surgido desde então, os números oficiais recentes registram uma potência média de 313 cv.

Aquele mesmo ano, 1977, trouxe um Vantage V-8 aperfeiçoado, uma resposta britânica aos supercarros itaianos como o Lamborghini Countach e o Ferrari Berlinetta Boxer. Ele era facilmente reconhecido por um profundo defletor dianteiro com tomadas de ar para refrigeração do motor, grandes faróis de longo alcance Cibié à frente de uma grade fechada, largos pneus Pirelli P7 e um defletor traseiro instalado (e mais tarde incorporado) na tampa do porta-malas. A suspensão foi modificada para acomodar os novos pneus e se adequar à maior potência de um V-8 com 405 cv; hoje em dia sua potência é de 411 cv. Nas condições adequadas, o Vantage pode exceder 272 km/h, rivalizando assim com a legendária Ferrari Daytona V-12, como o mais veloz carro de linha com motor dianteiro de todos os tempos.

A Aston não apresentava um Volante conversível desde o último modelo DB6 em 1970, mas o mês de junho de 1978 trouxe uma nova versão com teto removível de Bill Towns, com design original do DBS e aparentemente tão bom quanto, senão melhor, que o cupê fastback, que naquela época era um "senhor" de 11 anos de idade. Equipado com todo luxo possível, o Volante foi oferecido primeiramente somente com a configuração V-8 normal, mas desde 1986 tem sido disponibilizado com o motor Vantage .

Apesar de grandes e pesados (cerca de 2.000 kg em ordem de marcha - 4100 libras - no modelo com todos os opcionais), os V-8 da Aston são perfeitamente equilibrados e surpreendentemente fáceis de lidar, ainda que sejam máquinas que exijam muito esforço e muito mais adequados para homens do que para “mulheres’s”, na melhor tradição da Aston. Se fosse possível esquecer o preço (bem acima de US$ 100 mil no começo dos anos 1980) e a indesejada atenção da polícia, você poderia exibir um por aí com a mesma liberdade de um MG Midget, mas em velocidades consideravelmente maiores, naturalmente.

Por quanto tempo eles ainda vão ser produzidos é questionável nesse artigo. A Aston retomou recentemente relações com a Zagato na Itália para uma produção limitada de cupês de carroceria especial (50) e conversíveis (25), e isso poderia resultar na substituição do design de Towns. Mas isso não tornará os parrudos Aston V-8 itens de colecionador. Eles atingiram esse status há muito tempo e foi bem merecido.

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