O Aston Martin DB Mark III

O Aston Martin DB Mark III, terceiro e último derivado do DB2 Aston Martin, surgiu em março de 1957 (originalmente para exportação somente) e foi produzido por dois anos. Quase tudo sobre seu desenvolvimento técnico, equipamentos e marketing era lógico, com exceção do nome. Após o DB2/4 e o DB2/4 Mark II, ele certamente deveria ter sido chamado de DB2/4 Mk III, mas não foi. E ele também não pode ser o DB3, pois essa designação tinha sido usada em um carro esporte de corrida no começo dos anos 50.

O esportivo Aston Martin DB Mark III surgiu em março de 1957
O Aston Martin DB Mark III foi a evolução final do DB2 original e foi o mais rápido, mais seguro e mais bonito de todos

Assim sendo, o DB Mark III, que teve uma vida curta, carregou um nome que fazia pouco sentido na sucessão dos Aston Martins fabricados antes ou depois. Mas isso não diminuía de forma nenhuma a última e excelente safra do projeto básico do DB2: ele era o mais rápido, o mais seguro e o mais bonito de todos. Seu estilo foi levemente modificado em comparação com o DB2/4 Mk II.

O nariz e a grade foram esculpidos de forma mais delicada e graciosa, e eram visualmente bastante semelhantes aos dos carros esportivos DB3S mencionados anteriormente. Na parte traseira estavam os pára-lamas sutilmente redesenhados, incorporando as lanternas do Humber Hawk fabricado pela Rootes. No interior, um novo painel de instrumentos projetado por Frank Feeley agrupava todos os medidores diretamente à frente do motorista em vez de uma disposição centralizada.

 

A visão traseira do Aston Martin DB Mark III rear view
O Aston Martin DB Mark III cupê prenunciava o estilo
dos modelos Aston Martin DB4/DB5 que estavam por vir

Mas as melhorias mais notáveis no DB Mark III estavam no motor, na transmissão e nos freios. A potência normal padrão era de até 164 cv, e  tubo de escapamento duplo mais eficiente e dois carburadores SU eram opcionais ideais para elevar essa potência para 180 cv. Em 1958, ambos abriram caminho para uma versão final do motor “Bentley/Lagonda” de 3 litros, com carburadores triplos Weber ou SU e maior compressão (8,68 vs. 8,16:1) com 182 ou 196 cv. Os freios dianteiros Girling eram opcionais nos primeiros 100 carros, mas depois se tornaram item de série, enquanto a sobremarcha (overdrive) elétrica da caixa de câmbio manual e uma nova caixa automática Borg-Warner também se tornaram opcionais.

Nessa época, a Aston Martin decidiu concentrar a montagem na antiga fábrica de Tickford em Newport Pagnell. Todos os carros da série DB4 eram montados ali, assim como foram os últimos DB Mk III. Apesar de o DB Mark III ter a princípio a intenção de ser um carro de rua rápido e de acabamento elegante, ele poderia ser solicitado com todos os itens voltados à competição: motor especial, câmbio de relações próximas (close-ratio), radiador de óleo do motor, embreagem e suspensão de competição e um tanque de combustível extra grande. Era o tipo de carro que pilotos profissionais, como Stirling Moss, tinham orgulho de usar nas ruas.

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