O Aston Martin DB6 e o Volante

Apenas dois anos após entrar no mercado, o DB5 saiu de cena para dar lugar ao maior e mais luxuoso Aston Martin DB6. Inevitavelmente, o novo modelo era menos esportivo que seus predecessores, apesar de inegavelmente mais prático e ainda bastante potente.

O Aston Martin DB6 Volante conversível
O Aston Martin Volante conversível chegou um ano depois do comportado cupê 2x2

Lançado em 1965, o DB6 manteve o mesmo design básico do chassi de sete anos da Aston, mas com 9,5 cm a mais de distância entre eixos e um eixo traseiro reposicionado (como de costume, Salisbury). A plataforma foi alongada para dar espaço adicional do banco traseiro. A caixa de marchas e a suspensão eram virtualmente as mesmas do DB5, mas todas as combinações do trem de força - dos motores de 286 e 330 cv, tanto com câmbio manual ZF ou automático Borg-Warner - agora custavam a mesma coisa, e o diferencial autobloqueante “Power-Lock” (primeiramente utilizado pela Aston no DB4GT) e as rodas raiadas cromadas eram de série. Anunciada pouco depois do carro propriamente dito, pela primeira vez estava disponível a direção hidráulica, um opcional muito bem-vindo.

Visto de frente, o DB6 se parecia muito mais com o DB5, mas era praticamente uma despedida da traseira arredondada, embora reconhecidamente continuasse a ser um Aston. Os projetistas visavam a oferecer mais espaço para os passageiros, especialmente na pequena traseira do "2+2”, além de melhorar a estabilidade aerodinâmica. Da mesma maneira, o pára-brisa do DB6 era mais alto e mais vertical que o do DB5, portanto a linha do teto poderia ser levantada para aumentar o espaço para a cabeça. O cupê familiar continuou em estilo fastback, mas as janelas da parte de trás agora se orientavam para cima em vez de para baixo, e a cauda em caída suave do modelo anterior deu lugar a um moderno e abrupto corte ao estilo Kamm, muito parecido com as da Ferrari 250 Berlinetta Lusso ou 275 GTB.

Outros pontos reconhecíveis incluem a volta dos quebra-ventos nas janelas das portas dianteiras, a tomada de ar para o radiador de óleo no nariz, e os pára-choques em cada canto. No interior estava, como de costume, um painel de instrumentos deslumbrante - embora numa ordem meio estranha -, o cheiro doce do estofamento de couro e tapetes ingleses de alta qualidade.

Embora o comprimento total medisse 9 cm a mais, o DB6 tinha praticamente o mesmo peso do DB5, mesmo com a Aston tendo abandonado a construção em Superleggera patenteada pela Touring. Daqui para a frente, todos os Astons teriam carrocerias convencionais, com chapas externas de alumínio e assoalho e painéis internos de aço.

Os motores de 282 e 325 hp do Aston Martin DB6
A velocidade máxima do Aston Martin DB6 era de 280 a 283 km/h com o modelo Vantage de 330 cv

O DB6 era aparentemente mais rápido que o DB5, pois a velocidade máxima era de 280 a 283 km/h com o modelo Vantage de 330 cv, tornando-o equivalente aos mais carismáticos Ferrari e Maserati daqueles anos, ao menos no que diz respeito a velocidade final. Em alta velocidade, o carro inglês ainda era um pouco mais “caminhão” se comparado com seus rivais italianos. Dava mais trabalho para dirigi-lo em velocidade, embora sua dirigibilidade fosse melhor que a dos Astons anteriores.

De acordo com a prática recentemente implementada, um novo Volante conversível chegou cerca de um ano depois do DB6 cupê. Ao contrário do Volante lançado nesse ínterim, fabricado com o chassi do DB5 e traseira no estilo do DB6, este tinha uma maior distância entre eixos e capota conversível com um novo mecanismo de acionamento elétrico. Ambos os modelos de carroceria continuaram sem mudanças de design até o final da série, em 1970.

A geração seguinte do Aston, o DBS, já estava em cena há três anos nesta época, mas o DB6 teve uma última comemoração no começo do outono europeu de 1969. Foi quando um renovado modelo Mark II apareceu com arcos de roda boleados para acomodar os pneus e rodas mais largos do DBS. Ao mesmo tempo, a injeção de combustível AE-Brico chegou como uma nova opção, mas era um sistema pouco confiável e poucos o quiseram. Depois disso, quase todos os DB6 vinham equipados com carburadores.

Eventualmente, os trabalhos de Radford resultaram na conversão do DB6 em um útil "shooting brake”. Eles lembravam muito a dúzia dos exemplares baseados no DB5, mas somente poucos foram produzidos - apenas seis unidades no total.

Com o final da produção do DB6, em novembro de 1970, veio o final da grande linhagem iniciada com o DB2 em 1950. A tocha foi passada para um Aston mais moderno, um design que ainda hoje está em produção. Para saber sobre a história, continue a leitura.

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