Apesar de classificarmos o Austin-Healey 3000 em uma família separada, ele era pouco mais que um 100 Six com um motor maior e freios melhores. Foi apenas nos anos 60 que vieram as alterações mais significativas. Portanto, a fórmula do “Grande Healey”, definida em 1956, não sofreu alteração conceitual em seus 12 anos.
Do primeiro 100 Six ao último 3000, eles eram carros esportivos robustos, com chassis de 233,69 cm e um pesado, porém confiável, motor - sem falar da personalidade máscula, retumbante e design harmonioso. O Austin Healey 3000, introduzido na primavera de 1959, atravessou quase nove daqueles doze anos. Naquela época chegaram os modelos Mark II, conversível, e o Mark III, além de várias modificações no motor, chassis, caixa de câmbio e formato da carroceria. Porém a maioria desses ajustes eram necessários e aperfeiçoaram o carro básico. Podemos também ser gratos por eles não terem alterado a sua personalidade.
![]() O Austin Healey 3000 era parecido com o Austin Healey 100 Six, embora o 3000 tivesse um motor maior e freios melhores |
A princípio, as principais diferenças do Austin Healey 3000 eram um motor maior, com 47.719 cm3 e 124 cavalos de potência, além de freios de disco dianteiros (os de tambor continuaram na parte traseira). As mudanças foram menores do que as realizadas no mesmo ano em outros carros esportivos fabricados em Abingdon, o MG MGA. Como antes, havia dois estilos de conversível: o BN7 de dois lugares e o BT7 2x2.
Dois anos mais tarde, a BMC anunciou o 3000 Mk II, com motor de três carburadores SU. A potência nominal subiu para 132 bhp, mas testes de revistas não mostraram ganho de performance, e como era difícil de manter essa configuração ajustada, a BMC o abandonou um ano depois. Mesmo durante a produção do Mk II, um novo tipo de caixa de câmbio e ligação foram adotados, com um mecanismo seletor de atuação mais direta.
No final do verão de 1962, o Mk II se transformou no Mk II conversível, com a carroceria ganhando sua primeira (e única) remodelização. Sem alterar seu aspecto geral, a BMC deu-lhe um pára-brisas levemente mais curvado, vidros deslizantes e um capô maleável dobrável. O carro de dois bancos foi descartado e todos os Austin Healey 3000 eram agora 2x2. O motor, novamente modificado, foi revertido para o de duplos carburadores SU, embora não tivesse sofrido perda de potência. No fim, o novo conversível era um pacote mais prático e moderno.
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![]() Eventualmente, o estilo dois lugares foi descartado e o Austin Healey 3000 se transformou em um 2x2 conversível, que se acreditava ser mais prático e moderno |
O Grande Healey passou por mais uma grande revisão na primavera de 1964 com o advento do 3000 Mk III. Ostentando ainda mais potência, 148 bhp, com motor de mesmo tamanho, ele apresentava um painel reestilizado com revestimento em madeira e um console central entre os bancos. Uma versão “Fase II” chegou no final do ano, com mudança da localização do eixo traseiro (agora por braços radiais) e alterações de chassis, permitindo maior movimento da supensão.
Fabricado em Abingdon, do início de 1964 ao inverno de 1967-68, o Mk III era, sem dúvida, o melhor de sua raça - e o mais rápido: a velocidade máxima era de cerca de 193 km/h. Cômodo e bem equipado, ele era igualmente confortável aberto e fechado.
É claro que nem mesmo os carros mais populares duram para sempre, e o Grande Healey começava a parecer um pouco antiquado na metade dos anos 60. Mesmo assim, não foram produzidos menos que 5.494 Mk IIIs em 1966, a maior quantidade em um ano desde 1960, quando o primeiro Austin Healey 3000 estava em seu pico de produção. Mas depois, a BMC teve de enfrentar as leis de segurança e emissão de poluentes dos Estados Unidos e decidiu que não valeria a pena gastar dinheiro para modificar o Grande Healey para atendê-las. Por isso, exceto por um único carro montado em 1968, o Grande Healey virou história no final de 1967.
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