Fiat 1200/1500/1500S/1600S

Fabricante dos modelos Fiat 1200, 1500, 1500S e 1600S, a Fiat é como a General Motors da Itália há muito tempo, e como a americana entrou no ramo de carros esporte um pouco tarde. A primeira investida pós-guerra da Fiat nesta direção foi o 8V de 1952-1954, mas a produção foi limitada (somente 114 foram fabricados), enquanto o 1100 Transformabile de 1955-1959 era feio e não fez sucesso. Com a ajuda de Pinin Farina e da Osca (Officina Spedalizzata Costruzione Automobili), a Fiat finalmente levou os carros esporte a sério em 1959, quando lançou no mercados os modelos 1200, 1500, 1500S e 1600S.

Fiat 1600
Esse Fiat 1600S levemente modificado tem rodas alargadas e
pneus mais largos. Além disso, não tem o emblema da Fiat na parte central da grade dianteira

Um dos maiores sucessos da Fiat foi o 1200 sedã, um desengonçado e sem inspiração quatro-portas de carroceria monobloco com suspensão independente por molas helicoidais na dianteira e eixo motriz rígido na traseira suspenso e posicionado por feixes de molas semi-elípticas. Isso não tinha nada a ver com carro esporte, mas o engenheiro-chefe, Dante Giacosa, sabia o que estava fazendo. Mantendo o trem de força, assoalho e alguns painéis internos do sedã, eles chamaram a Pinin Farina para construir um carro esporte.

A PF produziu um simples e atraente conversível de dois lugares, que eles insistiam não ter nada a ver com o Transformabile. Logo depois, chega o contrato para a produção em série do carro. A Fiat forneceu as instalações e a PF construiria, pintaria e finalizaria as carrocerias antes de retorná-las para a fábrica da Fiat de Lingotto, em Turim, para a montagem final.

A Fiat decidiu oferecer dois tipos de motor: o pacato OHV (comando no bloco e válvulas no cabeçote) de 1.221 cm³ e a nova unidade de 1,5 litro e duplo comando de válvulas. A Fiat planejou fabricar ela mesma este último, mas acabou recorrendo à Osca, a especialista em motores e carros de corrida dos irmãos Maserati, ediada em Bolonha.

O cockpit do Fiat 1600S
O habitáculo civilizado do Fiat 1600S tinha uma série de requintes

Os novos modelos foram revelados em 1959: o Cabriolet 1200 com 58 cv e o Osca 1500S de 80 cv. Como a versão de duplo comando de válvulas não era para ser feita em grande volume, ficou para o dois-lugares com motor de comando no bloco a missão de estabelecer as credenciais da Fiat no mundo dos carros esporte. A estratégia deu certo.

Os dois carros tinham estilos e eram bem equipados: o 1500S era tão rápido quanto um Alfa 1,3 Giulietta. A PF logo produziria um teto rígido removível como opcional aprovado pelade fábrica. Além disso, com a bênção da Fiat, ela construiu e comercializou um modelo com teto rígido que se pareceria com o futuro desenho do Lancia Flavia, da própria PF.


Nos próximos seis anos, esses Fiat convencionais de grande agilidade passariam por várias melhorias. O 1500S ganhou freio a disco dianteiro de série no final dos anos 60 e se tornou o 1600S com a substituição do motor por um Osca de 90 cv.
O 1200 original evoluiu em março de 1963 e foi repotenciado com o novo 1.481 cm³ de comando no bloco dos novos sedãs com design Lampredi que acabou se tornando o Cabriolet 1500. Isso proporcionou uma potência de 72 cv e mais torque, elevando a velocidade máxima para 145 km/h. Ao mesmo tempo, o 1600S ganhou freios a disco traseiros e uma frente modificada com quatro faróis.

A mudança mais significativa aconteceu em março de 1965: um novo câmbio de cinco marchas sincronizadas para ambos os modelos. Isso não melhorava o desempenho, mas tornava-os mais fáceis de dirigir. Isso também deu uma dica para o futuro da Fiat, já que este mesmo câmbio voltaria em 1966 no sucessor 124 Sport Coupé/Spider 124 e para nos sedãs 124/125 em que eram baseados. Esses carros foram os mais bem-sucedidos da história da Fiat do pós-guerra.

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