![]() A iteração americana da Bertone, lançada em 1984, coincidiu com a época em que a Fiat passou a produção e as vendas para o fabricante da carroceria |
![]() O habitáculo do Fiat Bertone é apertado, porém bem planejado |
Isso era também uma boa coisa, já que, além das duas portas havia três painéis de acesso (uma para cada porta-malas, mais a tampa do motor), e a carroceria do X1/9 tinha um teto removível no estilo targa que ficava armazenado no porta-malas dianteiro. A suspensão independente nas quatro rodas era constituída de colunas MacPherson/Chapman compactas, preservando o espaço interno. No todo, era um carro muito bem pensado.
Também era muito bem equilibrado, graças ao baixo momento polar de inércia e reduzida rolagem da carroceria, associada à configuração de motor central. A distribuição do peso, originalmente 41/59% dianteira/traseira, estava longe de ser a ideal, mas direção e geometria da suspensão ajudavam a compensar essa deficiência, tornando o X1/9 manobrável, divertido de dirigir e nada traiçoeiro.
Inicialmente, o X1/9 não era tão rápido quanto parecia. O seu motor de 1,3 litro com 4 comando no cabeçote, herdado do 128, podia fazer sucesso na Europa, mas não nos Estados Unidos, ajustado para se enquadrar nas leis de controle de emissão de gases poluentes. Além disso, o carro ficou mais pesado devido aos equipamentos de segurança exigidos nos EUA (incluindo os enormes pára-choques resistentes a pequenas colisões). Em resumo, o desempenho geral não era muito melhor do que o cada vez mais asmático MGB.
A Fiat solucionou parcialmente o problema em ambos os mercados em 1980, substituindo o motor pelo 1.498 cm³ do novo sedã Ritmo/Strada e trocando o câmbio de 4 marchas por um de 5, que também resultava em maior economia. No ano seguinte, a injeção eletrônica L-Jetronic da Bosch substituiu o carburador Weber e isso resultou em pequenas melhoras de potência e torque.
Essas e outras pequenas mudanças cosméticas e revisão de equipamento são basicamente as únicas alterações efetuadas. No começo dos anos 1980, a Fiat saiu do segmento de carros esporte e a Bertone assumiu a produção e comercialização do X1/9. Várias edições especiais foram lançadas, mas o carro básico continuou o mesmo.
Logo depois, a Fiat decidiu sair do mercado americano depois de fracassar durante vários anos em vendas. Então, se você quiser um X1/9 hoje, prepare-se para pagar mais de US$ 13 mil para a Malcom Bricklin para adquirir um veículo com emblemas Bertone.
A divisão Lancia da Fiat usaria uma estratégia kit-car para o maior (e não tão popular) Beta, baseado no Monte Carlo de 1975 (vendido nos Estados Unidos como Scorpion, cujo projeto se chamava X1/20). Os atuais Toyota MR2 e Pontiac Fiero seguem o mesmo padrão. Quem será o próximo?
Para saber mais sobre outros carros esportivos, acesse: