Jaguar XK 140
O XK 120 era tão avançado e obteve tanto sucesso que a Jaguar não precisou substituí-lo por seis anos, quando então lançou o XK 140. Isso permitiu que a fábrica se envolvesse profundamente com carros de corrida, produzindo o Tipo C, vencedor de Le Mans, em 1951, e o aerodinâmico Tipo D, três anos depois.
 Devido ao sucesso do XK 120, a Jaguar fez somente alterações pensadas em seu sucessor e lutou para manter o estilo geral
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De maneira previsível, o XK 140 era uma variação melhorada do XK 120. Como antes, o roadster vinha com as tradicionais cortinas laterais inglesas, enquanto o cupê e o conversível vinham com janela lateral de subir. A Jaguar moveu o conjunto motor/-caixa de câmbio 7 cm para a frente, aumentou a cabine e elevou um pouco o teto, o que criou espaço o suficiente para permitir um par de diminutos bancos traseiros no cupê e no conversível. E também aumentou, levemente, o peso na dianteira, o que, juntamente com a adoção da direção tipo pinhão e cremalheira, melhorou a dirigibilidade. O arrefecimento do motor estava melhor graças à grade com barras mais espaçadas.
A potência original aumentou em 30 cv, chegando a 190, a mesma do pacote de "equipamento especial" anterior de US$ 800. Um pacote "M" trazia rodas raiadas e faróis de neblina, enquanto um opcional "C" trazia o cabeçote do Tipo C usado em Le Mans, que era pintado de vermelho e dava ao motor um cavalo vapor para cada uma de suas 210 polegadas cúbicas (3,4 litros).
 A produção total do XK 140 foi de 8.884 carros, dos quais 38% eram roadsters e o restante foi igualmente distribuído entre os cupês com teto fixo e conversíveis
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Na média, os 140 eram cerca de 90 kg mais pesados do que os 120, e a velocidade máxima não chegou a aumentar. Mas John Bolster, editor técnico da revista britânica Autosport, disse que o 140 era "um grande avanço em cada um dos aspectos importantes" em relação ao 120. Seu cupê MC, o mais pesado dos 140, precisava de duas trocas de marcha e 10 s para chegar 96,5 km/h, mas seu apelo real era a capacidade de chegar a 160 km/h rapidamente e a partir de então precisar de "um mínimo de aceleração" para viajar a essa velocidade. O 140, Bolster disse, era "o carro com a menor necessidade de esforço que se podia imaginar".
Em junho de 1955, a
Road & Track testou um MC roadster de US$ 3745 ( o XK 140 mais leve) e foi de 0 a 96,5 km/h em 8,4 s. Isso, ela disse, era "desempenho por dólar que nenhum outro carro conseguia superar”.
Esses eram fãs de carros esporte que estavam no paraíso dos carros esporte. Havia coisas que Detroit ainda não parecia entender.
"A qualidade do acabamento é imediatamente reparada no exterior", disse a
R&T a respeito de seu Jaguar, "mas uma olhada debaixo do capô mostra atenção aos detalhes que contrasta muito com a encontrada nos produtos nacionais".