Jaguar XK 150

Alguns dizem que o XK 150 prova que o primeiro esportivo pós-guerra da Jaguar durou muito tempo. Eles podem estar certos, mas o 150 também foi o mais desenvolvido entre os primeiros XKs, e com certeza o menos esportivo. Essa variação final do XK 120 original foi a resposta da Jaguar aos rivais recentemente lançados, como o BMW 507 e o Mercedes-Benz 300SL, que fizeram um melhor trabalho do que os XK 140 em atender às demandas dos americanos por mais conforto e refinamento.

 

Jaguar XK 150
A versão final do XK 120 foi o XK 150, um dos primeiros carros do mundo a vir com freios a disco nas quatro rodas de série

O 150 era mais espaçoso, luxuoso e civilizado do que qualquer XK anterior. E a carroceria foi redesenhada, perdendo um pouco de seus contornos de felino e ganhando uma grade mais larga e um pára-brisa inteiriço. Os críticos não gostaram da aparência mais pesada, especialmente por apresentar um maior peso em ordem de marcha. Mas felizmente, o peso adicional não estragou o equilíbrio geral na dirigibilidade. E a Jaguar conseguiu ser a primeira a trocar, na produção em série, freios a tambor que superaqueciam e perdiam logo ação  por quatro freios a disco servoassistidos Dunlop que compensavam o peso extra. Os freios a disco haviam demonstrado seu valor nos Jaguares que venceram Le Mans.

Inicialmente, o XK 150 foi oferecido nas versões cupê e conversível. A versão roadster retornou após nove meses, mas agora com janelas que subiam. As especificações do motor eram as mesmas do 140, mas o peso adicional do 150 levou um número maior de compradores a escolher a opção de 210 cv, que agora produzia torque máximo a 3.000 rpm, em vez de 4.000. Não por acaso, a caixa automática também recebeu mais pedidos, um sinal claro de mudanças no mundo dos carros esporte.

Jaguar XK 150
Poucos pediram a caixa manual, mas quem o fez podia ativar
a sobremarcha com a alavanca de mudanças no assoalho, em vez de um botão no painel

De maneira inevitável, os primeiros XK 150 eram mais lentos que seus antecessores, mas a deficiência foi corrigido na primavera (no hemisfério norte) de 1958, com um motor "S" de 3,4 litros de 250 cv. Em 1960, a Jaguar elevou seus 3,4 litros para 3,8, com potência de 220 cv em forma básica ou 265 no modelo "S". Um 150 S de 3,8 litros poderia passar de 200 km/h e ir de 0 a 96,5 km/h em cerca de 7 s, restaurando a potência que estava faltando no XK.

Embora não tenha durado muito, o 150 provou ser o mais lucrativo da série XK original. De forma impressionante, enquanto as versões conversíveis roadster haviam sido as mais vendidas entre os XK 120 e 140, o cupê foi, de longe, o 150 mais popular, com 52% das vendas. A versão roadster foi a menos popular, representando apenas 13%. William Lyons havia feito uma leitura correta do mercado em evolução e, com o sucessor do XK 150, iria repetir o feito.