![]() O XK-SS foi uma daquelas lendas de vida curta que tornam a tradição dos carros esporte tão rica. Um incêndio que destruiu a fábrica fez com que apenas 16 carros de 100 planejados fossem produzidos. |
![]() O XK-SS era uma maneira de tirar mais vantagem do aposentado vencedor de Le Mans, o Tipo D, modificando-o o bastante para que pudesse ser usado na rua |
Para tirar ainda mais vantagem do Tipo D no final de seu reinado, a Jaguar converteu alguns deles em carros esporte de rua, chamados de XK-SS. Ela retirou o apoio de cabeça aerodinâmico do piloto, alargou o monobloco, adicionou estofamento, uma porta do lado do passageiro, um teto dobrável com cortinas destacáveis e pára-choques pequenos e frágeis. O único local para um silencioso estava sob a soleira da porta no lado esquerdo, e o único local para as bagagens era sobre um bagageiro na tampa traseira. Foi mantido o tanque de combustível de corrida de células de borracha com capacidade para 166 litros e o motor de competição de 3,4 litros com cárter seco.
O XK-SS era extremamente rápido, freava em um átimo e era muito suave ao rodar. Mas também era apertado e barulhento, e o escapamento aquecia a carroceria de alumínio. Os comandos de válvula de corrida concentravam a força na faixa superior de giros, fazendo com que cada passeio fosse uma experiência radical. Os resultados dos testes de imprensa foram variados. Será que XK-SS era indomável demais para obter sucesso? Nunca saberemos.
Em 12 de fevereiro de 1957, três semanas após a apresentação do carro, a parte da fábrica onde era fabricado pegou fogo, destruindo equipamentos, gabaritos e carros parcialmente completos. A Jaguar estava fora do negócio dos super carros esporte, mas a idéia de um esportivo fabricado seguindo a série Tipo D valia a pena tentar. A Jaguar faria isso, criando seu automóvel mais famoso no processo - o Tipo E, mostrado na próxima página.
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