Jaguar tipo E Série 3 V12

A história se repetiu com o Jaguar E-type E Série 3 V12. O sucesso havia sido esmagador em 1948, quando a Jaguar lançou seu robusto novo motor em um carro esporte, em vez de no sedã para o qual ele havia sido projetado. Mas o motor que havia encontrado seu público no XK 120 já tinha 23 anos de idade em 1971, e estava debilitado pelas leis de controle de emissões. O E-type tinha 10 anos e precisava de vida nova. Por que não colocar o novo motor V12 do carro de passeio em uma versão redesenhada do antigo modelo esportivo? Foi assim que nasceu o E-type Série 3 V12.

Jaguar Tipo E Série 3 V-12
Como seu motor clássico de 6 cilindros em linha tinha sido enfraquecido pelas leis de controle de emissões, a Jaguar, em 1971, passou a utilizar um potente V12 no E-type.

Apesar de sua herança de carro esporte, a Jaguar dependia dos sedãs para sobreviver, desenvolvendo o V12 para dar a eles torque e refinamento suficientes. Ele era robusto o bastante para chegar até 7 litros, mas uma cilindrada inicial de 5,3 litros foi a escolhida. O V12 todo em alumínio e de comando de válvulas único era cerca de 7,5 cm mais longo do que o de 6 cilindros em linha, e apesar de pesar menos de 34 kg a mais que o outro motor, ele continuava na casa dos 315 kg. Sua potência era 272 cv na Europa e 314 cv nos EUA, embora um valor realista para os EUA fosse 250 cv a 6.000 rpm e 39 mkgf de torque a 3.500 rpm. Com a sua instalação no E-type foi criada a Série 3.

O novo motor se encaixava no mesmo compartimento do motor anterior, mas para proporcionar maior espaço para pernas, a Jaguar arquivou o modelo conversível com chassi de 243 cm de distância entre eixos e deu a todos os Séries 3 o chassi com entreeixos de 266 cm que anteriormente era exclusivo dos cupês 2+2. Uma entrada maior de radiador com grade formal e arcos de roda sutis para permitir pneus mais largos foram outras alterações. Maior e mais macio por natureza, com o peso redistribuído em 53/47, o Tipo E havia perdido a rebeldia de sua juventude. 

Jaguar Tipo E Série 3 V-12
Novas regras de segurança obrigavam o Jaguar E-type
Série 3 V-12 a ter interruptores tipo tecla no painel, que ainda continua belo

"Talvez de maneira inocente", disse Robert Bell, na revista Motor, "tudo o que queríamos experimentar era um novo motor. Mas o que acabamos dirigindo era um carro novo, não uma máquina intimidante e que rosnava, como o Ferrari, com a qual a maioria das pessoas associa um motor V12, mas um carro esporte para longas viagens, silencioso e refinado". Ainda assim, os novos concorrentes tinham melhor ergonomia, eram mais confiáveis e passavam a impressão de serem mais modernos. "Um motor magníficio em uma carroceria superada", foi como a Road & Track viu o Série 3.

A Jaguar não conseguira reproduzir seu sucesso de 1948, e demoraria anos até que qualquer de seus esportivos conseguisse gerar mesmo que uma fração daquela empolgação. Mas pare perto de um E-type V12 para ver se não ficará observando-o por um longo tempo.