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Editores do Consumer Guide - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Jaguar XJ220
O XJ220 da Jaguar parecia ser tudo de bom: uma linda carroceria em alumínio, compradores fazendo fila com o dinheiro nas mãos, velocidade máxima de 320 km/h. Então como é que ele foi reduzido a uma vergonha em corridas de demolição exibidas na TV a cabo? E por que a Jaguar acabou processando alguns clientes do XJ220?
 O XJ220 tinha potencial para ser um supercarro de muito sucesso, mas acabou sendo uma vergonha. Ele era muito rápido e belo, mas alguns clientes que tinham dado seu dinheiro para a exótica versão com motor V12 recusaram a entrega
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Tudo teve um início muito bom, o XJ 220 conceitual gerou entusiasmo quando foi lançado em 1988. Concebido como um carro de passeio capaz de participar das corridas de Grupo B (que havia gerado o Porsche 959 e o Ferrari F40), o XJ 220 tinha um motor V12 de 520 cv, tração integral e audaciosas portas tesoura. Em dezembro de 1990, a Jaguar havia definido um preço de US$ 536 mil e rapidamente recolheu 1.500 depósitos de US$ 92.500 cada. Ela devolveu todos, com exceção de 350, que era o número de XJ 220s que havia planejado fabricar. O Grupo B acabou, mas o XJ 220 sobreviveu da maneira que a Jaguar acreditava ser mais fácil de vender.
A XJ 220 em série finalizada em junho de 1992 era um cupê de dois lugares com motor central-traseiro e com visual semelhante ao original. Mas ele tinha um V6 biturbo de 3,5 litros e 542 cv, tração traseira e direção e portas convencionais. Ele era silencioso, confortável e muito rápido - mesmo não atingindo as 220 milhas por hora (354 km/h) que lhe deram o nome, seguramente passava de 340 km/h.
 A Jaguar apresentou o XJ220 com dois lugares e motor V12 traseiro-central em 1988, com portas tesoura e tração e direção nas quatro rodas |
Mas não era a maravilha tecnológica com motor V12 previamente prometida, e em um mercado de carros esporte não muito estável, a Jaguar vendeu menos de 170 dos 265 XJ220s que havia produzido. Vários dos depositantes originais que se recusaram a receber o carro foram processados por não cumprir seus contratos.
Para promover o carro, a Jaguar e a rede de TV ESPN criaram o Fast Masters, na qual pilotos que já haviam parado de correr dirigiam XJ220s num pequeno circuito em Indianápolis. Esses carros exóticos e compridos estavam fora de seu elemento natural. Denise McCluggage, da
AutoWeek comparou a situação a "fazer uma competição de cavalos puro-sangue ao redor da mesa de jantar". Houve muito alumínio retorcido com batidas. Mas em locais abertos, o XJ220 cumpria o que prometera. Foram os outros que quebraram suas promessas.