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célula a combustível | |
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É possível que muitas notícias sobre célula a combustível tenham chegado ao seu conhecimento recentemente. De acordo com vários noticiários, é bem provável que em um futuro próximo façamos uso da nova tecnologia para gerar a energia elétrica que consumimos em nossos carros e casas. A tecnologia é extremamente interessante para todos nós e em todos estágios de nossa vida, pois oferece meios de obter energia com mais eficiência e menos poluição. Mas como isso acontece?
![]() Foto cedida por Ballard Power Systems Protótipo de um carro movido à célula a combustível |
Nesse artigo, repassaremos ligeiramente todas as tecnologias de célula a combustível, as existentes e as emergentes. Detalharemos como funciona e discutiremos suas aplicações potenciais.
Sob o ponto de vista técnico, uma célula a combustível é um aparelho conversor de energia eletroquímica. A célula a combustível converte os elementos químicos hidrogênio e oxigênio em água, e gera eletricidade enquanto faz isso. A célula a combustível deveria ser chamada de pilha a combustível, mas o termo célula acabou prevalecendo.
Outro aparelho eletroquímico que conhecemos bem é a bateria. Uma bateria tem todos os elementos químicos dentro dela, e também os converte em eletricidade. Isso significa que a bateria eventualmente "morre", obrigando-nos a jogá-la fora ou a recarregá-la.
No caso da célula a combustível, os elementos químicos fluem constantemente para a célula. Ela nunca morre. Desde que existam elementos químicos afluindo, a eletricidade emanará da célula a combustível. Atualmente, a maioria das células a combustível utiliza o hidrogênio e o oxigênio.
![]() Foto cedida por Ballard Power Systems Bateria de células combustível capaz de mover um automóvel |
A célula a combustível fornece tensão em CC (corrente contínua) que pode ser empregada para energizar motores, lâmpadas e outros aparelhos elétricos.
Existem muitos tipos de células a combustível, cada qual com um processo químico responsável pelo seu funcionamento. Elas geralmente são classificadas pelo tipo de eletrólito que usam. Alguns tipos de células a combustível trabalham bem na geração estacionária de energia elétrica. Outras podem ser úteis em pequenas aplicações portáteis ou para energizar automóveis.
A célula a combustível com membrana para troca de prótons (PEMFC) é uma das tecnologias mais promissoras. Este é o tipo de célula a combustível que acabará energizando carros, ônibus e, talvez, até mesmo nossas casas. A PEMFC faz uso de uma das mais simples reações da célula a combustível. Primeiramente, vejamos em que consiste uma célula a combustível de membrana de troca de prótons (PEM):
![]() Figura 1 - Partes da uma célula a combustível PEM |
Na figura 1 pode ser visto que existem 4 elementos básicos em uma PEMFC:
uma célula a combustível
2H2 => 4H+ + 4e- Lado do cátodo: Reação líquida: |
Enquanto isso, no lado do cátodo da célula a combustível, o gás oxigênio (O2) está sendo forçado através do catalisador e acaba formando 2 átomos de oxigênio. Cada um desses átomos tem uma forte carga negativa. Essa carga negativa atrai 2 íons de H + através da membrana, que combinam com um átomo de oxigênio e com 2 dos elétrons do circuito externo para então formar uma molécula de água (H2O).
Esta reação, ocorrendo em uma única célula a combustível, produz apenas cerca de 0,7 volts. Para elevar essa tensão a um valor mais significativo, muitas células a combustível separadas devem ser combinadas para formar uma bateria de células a combustível.
As PEMFC operam em temperaturas razoavelmente baixas (cerca de 176 graus Fahrenheit ou 80 graus Celsius), significando que podem se aquecer rapidamente e que não exigem estruturas de contenção dispendiosas. Melhorias constantes na engenharia e nos materiais dessas células têm aumentado a densidade de energia de tal modo que aparelhos do tamanho de pequenas malas têm conseguido movimentar automóveis.
Problemas das células a combustível
Na última seção, vimos que uma célula a combustível usa o oxigênio e o hidrogênio para produzir eletricidade. O oxigênio exigido para uma célula a combustível vem do ar, então, em uma célula combustível PEM, o ar atmosférico comum é bombeado para dentro do cátodo. Entretanto, o hidrogênio não é obtido com tanta facilidade. Existem algumas limitações que o tornam impraticável para a maioria das aplicações. Por exemplo, não existem tubulações de hidrogênio vindo das residências, e nem é possível usar bombas de hidrogênio no posto de gasolina.
O hidrogênio é difícil de ser armazenado e distribuído. Seria bem mais conveniente se as células a combustível pudessem usar combustíveis disponíveis com maior facilidade. Este problema é resolvido por um aparelho chamado reformador, que transforma combustíveis de hidrocarboneto ou álcool em hidrogênio, que podem então ser usados para alimentação da célula a combustível. Infelizmente, os reformadores não são perfeitos, geram calor e produzem outros gases além do hidrogênio. Os reformadores se valem de vários aparelhos para purificar o hidrogênio, mas ainda assim, não conseguem produzir hidrogênio puro, diminuindo a eficiência da célula a combustível.
O gás natural, o propano e o metanol são considerados como os combustíveis de maior probabilidade de aplicação. Já existem muitas residências e prédios atendidos por gás natural ou tanques de propano, de modo que esses combustíveis são os de uso mais provável para as células a combustível domiciliares. O metanol é um combustível líquido com propriedades semelhantes às da gasolina (fácil de transportar e distribuir) e portanto um candidato provável para suprir de energia os carros de células a combustível.
Objetivos das células a combustível
A redução da poluição é uma das metas prioritárias da célula a combustível. Na comparação de um carro de célula a combustível com um a gasolina e com um a bateria, é fácil notar como os de células a combustível podem melhorar a eficiência dos automóveis.
Como os 3 tipos de carros têm os mesmos componentes (pneus, transmissão etc.), vamos deixar de lado esses aspectos e comparar as eficiências até o ponto em que a energia mecânica é gerada. Iniciaremos pelo carro de célula combustível.
Como a célula a combustível é energizada com oxigênio puro, potencialmente, ela poderia ter uma eficiência de 80%. Isto é, poderia converter 80% da energia contida no hidrogênio em energia elétrica. Entretanto, como vimos na seção anterior, não é facil estocar hidrogênio no automóvel. Adicionando então um reformador para converter metanol em hidrogênio, a eficiência global cai para uma faixa entre 30 e 40%.
Ainda precisamos fazer a conversão da energia elétrica em trabalho mecânico. Isso é feito pelo motor elétrico e pelo inversor. Uma eficiência razoável para o motor/inversor gira em torno de 80%. Temos então 30 a 40% de eficiência na conversão de metanol em eletricidade e 80% de eficiência na conversão de eletricidade em energia mecânica. Isso dá uma eficiência global entre 24 e 32%.
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