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Editores do Consumer Guide - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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Avaliando a eficiência do consumo de alguns tipos de carros
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Avaliando a eficiência do consumo de alguns tipos de carros
Bastante empolgados pela possibilidade de um combustível mais em conta, os americanos começaram a procurar as caminhonetes na década de 1990. Essa categoria inclui picapes, minivans e os modelos que tiveram o maior aumento de popularidade entre todos: os utilitários esportivos.
Em 1980, os caminhões leves foram responsáveis por 12% das vendas de veículos novos. Já em 1990, essa parcela foi de 31%, chegando ao ápice de 54% na metade de 2004. Para os utilitários esportivos, a parcela do mercado de novos veículos nos EUA era de apenas 10% em 1994, mas já havia subido para 24% em 2004.
As vendas de caminhonetes não caíram com a subida dos preços de 2005, embora os compradores de utilitários esportivos tenham começado a trocar as carrocerias maiores e que consumiam mais, como o Chevrolet Tahoe e o Ford Explorer, por outros utilitários esportivos mais leves e econômicos, como o Chevy Equinox e o Honda Pilot.
Mesmo após os choques do preço que se seguiram ao Katrina em setembro de 2005, as caminhonetes ainda vendiam mais do que carros, embora a liderança tivesse caído para 51% do mercado. E as vendas de utilitários esportivos de grande porte continuaram a encolher devido ao aumento das vendas de carros comuns.
No geral, os caminhões leves têm um consumo médio 25% maior do que os veículos de passageiros. Já os menos econômicos desta categoria são as picapes e utilitários esportivos de grande porte, seguidos pelos utilitários de médio porte (consumo médio) e os utilitários compactos (os mais econômicos).
Tendo o consumo em mente na hora de comprar
No geral, encorajamos os compradores de utilitários esportivos a pensar com a cabeça e não com o coração. É óbvio que eles são sofisticados, e sua altura e tamanho robusto dão uma sensação maior de segurança. Mas essa altura toda faz com que você tenha de fazer um esforço maior para entrar e sair e os veículos com centro de gravidade alto têm maior tendência a capotar. E mais, as minivans oferecem mais espaço interior de uso do que qualquer utilitário esportivo grande e muitas station wagons têm quase o mesmo espaço para carga que um utilitário de médio porte. E a opção de tração nas quatro rodas não está disponível somente nos utilitários esportivos.
Mas, se ainda assim você não quer largar esse tipo de carro, aí vai o nosso conselho: caso você transporte um trailer de mais de 2.200 quilogramas regularmente, vai precisar da carroceria mais robusta e do motor V8 tão peculiares ao utilitário de grande porte. E se você viaja constantemente em condições de estrada muito difíceis, a carroceria robusta também pode ser boa para você.
Mas para todas as outras coisas que os americanos costumam usar com esses tipos de veículos, os de pequeno porte são a escolha mais sensata e econômica. Eles rodam melhor e são mais fáceis de controlar, oferecem vários tipos de powertrains de 4 cilindros e V6, e a maioria das versões com tração nas quatro rodas também tem um desempenho muito bom fora do asfalto.
Escolha um utilitário esportivo econômico da mesma maneira que escolheria um carro comum (mas é claro que não dá para esperar o mesmo nível de economia): pense bem nas possibilidades de motores e transmissões e pegue leve nos opcionais que aumentam o peso.
Se seu objetivo é a economia, esqueça a tração nas quatro rodas
Apesar da tração nas quatro rodas ter suas vantagens, o consumo não costuma ser uma delas. Tanto as estimativas da EPA como os resultados dos testes do Consumer Guide ilustram bem a diferença. Os componentes extras aumentam demais o peso, o que faz com que mesmo o uso discreto da tração nas quatro rodas penalize você todos os dias, quer esteja usando essa opção ou não. Nem todo veículo com essa opção pode ser chamado de "bebedor", mas a menos que estatísticas mostrem o contrário, leve em consideração o fato de que vai gastar muito mais pela capacidade ocasional de usar a tração nas quatro rodas.
Se você não precisa da versatilidade da tração nas quatro rodas real, os modelos AWD são uma ótima alternativa. Esse sistema é mais leve do que a tração nas quatro rodas real e é mais útil no asfalto, já que, ao contrário dos modelos com tração nas quatro rodas, não requer que o motorista faça nada específico para que as quatro rodas entrem em ação. Além disso, alguns sistemas também oferecem câmbio de menor espectro e outras funções para quando não estiver no asfalto.
Veículos híbridos e a diesel
Os híbridos elétrico/gasolina combinam os benefícios dos motores a gasolina e elétricos e podem ser configurados para atingir objetivos diferentes, como maior economia, aumento na potência ou energia auxiliar adicional para dispositivos eletrônicos e opcionais que precisem de eletricidade. Nenhum dos carros e caminhões híbridos à venda nos EUA precisa ser carregado na eletricidade, já que, em vez disso, usam uma combinação da energia do motor a gasolina e sistemas que captam novamente a energia das rodas em movimento, que seria perdida, para recarregar as baterias do motor.
Os híbridos ganharam uma atenção desproporcional às suas vendas. Embora quase 90 mil híbridos tenham sido vendidos nos EUA em 2004, esse valor representa apenas 0,1% do total do mercado de veículos. Os principais analistas da indústria de automóveis dizem que os híbridos chegarão aos 3% do mercado somente em 2010.
Os híbridos elétrico/gasolina costumam economizar mais na cidade do que na estrada, mas a maior surpresa foi a diferença entre as estimativas de consumo maravilhosas da EPA e os números obtidos na prática.
Diferença essa que foi demonstrada pelo Consumer Guide após uma avaliação de seis meses de um Honda Civic Hybrid modelo 2004 com transmissão automática. A EPA indicou que esse veículo consumia 20,4 km/l na cidade e 20 km/l na estrada, enquanto os editores do Consumer Guide dirigiram o veículo por 19 mil quilômetros e registraram uma média de 16,2 km/l, um valor que pode ser atingido por carros pequenos a gasolina e alguns carros a diesel.
Mas a verdade é que somente os híbridos combinam consumos tão pequenos com baixos índices de emissão.
Os híbridos e os utilitários esportivos costumam custar mais do que veículos a gasolina semelhantes. Porém, cada vez mais os fabricantes os anunciam não somente como meros economizadores de combustível, mas também como veículos de powertrain superior, que usam a força adicional do motor elétrico acoplada ao motor a gasolina para criar veículos que são mais rápidos e econômicos do que os modelos que rodam só com um combustível.
Os motoristas que se "queimaram" com a última onda de carros a diesel ocorrida no final da década de 1970 e início da década de 1980 provavelmente não comprariam um. Todo mundo ouviu falar dos problemas terríveis enfrentados pelo V8 a diesel da GM, mais especificamente, e da incapacidade da maioria dos carros menores a diesel também.
Foram poucos os carros a diesel que permaneceram disponíveis durante a década de 1980, mas a Mercedes-Benz e a Volkswagen estão liderando uma ressurreição desses motores, agora com versões superiores às antigas, tanto no que diz respeito ao ruído como no que diz respeito ao desempenho. E no quesito economia, é difícil bater o diesel, que chega a fazer até 25% a mais de quilômetros por litro do que um motor a gasolina do mesmo tamanho.
Comprar um carro novo pode nos confundir bastante. Por isso, na próxima seção, vamos lhe ajudar olhando algumas das coisas que você deve ter em mente na hora de comprar um carro de consumo eficiente.
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Para citar corretamente este artigo do HowStuffWorks por favor copie e cole o texto abaixo:
Editores do Consumer Guide. "HowStuffWorks - Como escolher um carro econômico nos EUA". Publicado em 12 de maio de 2006 (atualizado em 27 de fevereiro de 2008) http://carros.hsw.uol.com.br/como-comprar-um-carro-economico4.htm (07 de novembro de 2009)