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por Editores do Consumer Guide - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Escolhendo os opcionais para um carro de consumo eficiente

Quando se está procurando por um carro ou caminhão de consumo eficiente, o bom senso nos diz que o menor motor disponível tem o menor consumo. Mas, na prática esse nem sempre é o caso, pois um motor que não esteja em perfeito estado e tem dificuldades para produzir a potência e o torque necessários para suas atividades pode fazê-lo ir ao posto mais do que gostaria. Isso sem mencionar o fato de que a vida útil de um motor que trabalhe em excesso não costuma ser muito longa. Por isso, embora um motor de 4 cilindros normalmente seja mais econômico do que um V-6 seria no mesmo carro (assim como o V-6 bate o V-8 no quesito economia), o motor menor nem sempre é a escolha mais inteligente para você.

O necessário é que você analise e encontre a melhor combinação entre tamanho/peso e a potência do motor. Os pequenos demais, normalmente submetidos a grandes esforço, nunca realizam seu potencial econômico. Os grandes demais, por outro lado, "bebem" mais do que o necessário. Na hora de escolher entre um motor padrão e um opcional, veja as classificações da EPA e os testes realizados com condução real. Mas o segredo é olhar não apenas os números de consumo, mas também os comentários sobre a suficiência ou falta de potência utilizável.

Turbocompressores e supercompressores

À primeira vista, um turbo soa como a escolha de maior eficiência tanto no quesito desempenho como no quesito economia. Afinal de contas, ao invés de gastar potência do motor, usa os gases expelidos para girar a turbina de alta velocidade. E, melhor ainda, ele entra em ação somente quando necessário, sempre que você pisa fundo no acelerador para ter uma rápida explosão de potência extra. O problema é que esse impulso extra utiliza uma quantidade alta de combustível a mais, pois uma carga grande da mistura ar/combustível é mandada para o motor. Pode ser que ele nem afete tanto o consumo se for usado raramente, no entanto, a pergunta é: quantas pessoas você conhece que compraram um carro turbo e conseguiram pegar leve no acelerador? Já os supercompressores, comandados diretamente pelo motor, agem como uma resistência constante e aumentam muito o consumo.

Escolha uma relação de eixo econômica

Muitos compradores nem percebem que há uma escolha. É verdade que na maioria das vezes não há, mas muitas picapes e alguns carros mais orientados a ter um bom desempenho são vendidos com uma variedade de relações. A regra geral é: quanto menor o número, maior o potencial de economia. Isso acontece porque permite que o motor rode mais devagar para cada velocidade específica. Um eixo "econômico" tem uma relação abaixo de 3:1, enquanto os eixos de "desempenho", que possuem aceleração mais rápida e são mais adequados para transportar trailers, podem chegar em valores superiores a 4:1. A sua escolha perfeita vai depender do tipo de uso que você terá para o carro.

Troque você mesmo

Uma olhada rápida nas comparações da EPA entre carros com versões de câmbio manual e automático já deixa claro que as transmissões manuais são a única escolha se você realmente quer economizar combustível. As estimativas de consumo de carros automáticos na cidade normalmente ficam bem atrás do valor das versões com câmbio manual. Em alguns casos, a diferença é semelhante na estrada, mas há automáticos que chegam a ganhar de seus rivais manuais quando estão em alta velocidade. Compare os valores antes de decidir, mas lembre-se de que o consumo baixo com câmbio manual só acontece quando o motorista sabe usar as marchas corretamente.

Tração AWD

Há muitos carros e minivans vendidos com tração AWD. Os sistemas AWD de carros e minivans são desenvolvidos como uma tração auxiliar para ser usada em qualquer clima, mas não foram projetados para o off-road. Por isso, esse sistema não possui os componentes pesados e prontos para o trabalho duro presentes na maioria dos componentes de tração nas quatro rodas (4WD) e nos sistemas AWD de caminhões e utilitários esportivos.

Os carros e minivans com AWD costumam gastar mais combustível do que suas versões comuns. A explicação para isso não tem muito a ver com a resistência adicional que ele traz para o powertrain, mas sim com 45 a 90 quilos que adiciona ao peso do veículo (mas é importante ressaltar que essa diferença de consumo não é tão grande e, embora o AWD aumente o preço do veículo, pode ser recomendado nos casos em que o motorista sempre dirige em estradas molhadas ou com neve).

Para algumas pessoas, conforto significa ter bancos de couro aquecidos no inverno. Para outras, é saber que estão rodando o máximo de centímetros possíveis a cada litro de gasolina que consomem.

Quase todo opcional de luxo aumenta o peso e diminui a potência, ambos inimigos da economia de combustível e do desempenho. Ou você vai diminuir a eficiência do seu motor ou abrigar um motor maior e menos eficiente, projetado para minimizar o esforço extra trazido pelas conveniências a seguir.

Ar condicionado: nos EUA, o ar condicionado é o padrão (exceto em uns poucos carros e caminhonetes compactos de baixo custo). E é verdade que ele é necessário em vários lugares do mundo, além do fato de que dirigir com os vidros fechados pode reduzir a fadiga do motorista durante viagens longas ou no barulhento trânsito da cidade. Mas, ainda assim, o ar condicionado aumenta algumas dezenas de quilos no peso do carro e suga energia mesmo se você nunca ligar o botão. Na cidade, por exemplo, ele aumenta o consumo em até 1 e 1,5 km/l quando é utilizado. Será que você consegue aprender a viver sem ele?

Tetos solares: assim como uma janela aberta, abrir um teto solar aumenta a resistência à capacidade que o carro tem de cortar o ar. Além disso, o vidro ou painel de metal, o motor elétrico e os trilhos e reforços sobre os quais ele desliza aumentam bastante o peso do seu veículo.

Piloto automático: o piloto automático pode diminuir o consumo se for usado adequadamente em retas longas e planas. Mas, por outro lado, se for usado de qualquer jeito, acaba aumentando os litros que você vai gastar. Caso você dirija bastante na estrada, pode fazer valer o preço tanto no quesito economia quanto no quesito conveniência.

Bagageiro de teto: será que vale mesmo a pena andar por aí com um "pegador de vento" o ano todo, só para poder usá-lo nas férias? Se a sua resposta for sim, ao menos tente evitar colocar muitas coisas grandes lá. Pode ser que uma perua ou sedan mais antigo não seja tão afetado como um veículo moderno no que diz respeito ao consumo.

Cores: cores claras refletem a luz do sol e ajudam a manter o interior do veículo mais frio, ocorrendo o oposto com as cores escuras. O que nos leva a concluir que a escolha da cor vai afetar a necessidade de se usar o ar condicionado ou o aquecedor.

Assentos, vidros e travas elétricas: práticos? Sim. Econômicos? Não. Cada acessório suga energia ou adiciona peso, o que aumenta o consumo.

Antes de comprar um carro com consumo eficiente, reflita sobre quais desses opcionais são realmente necessários para você, contrapondo cada um deles à economia de combustível que terá de ser sacrificada.

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