A era dourada dos muscle cars: 1966, 1967, 1968

A loucura do muscle car continuou em 1966, 1967 e 1968. Para os modelos do ano de 1966 foram redesenhados carros de tamanho médio como Fords e Mercurys, o forte Dodge fastback de tamanho médio, o Charger baseado no Coronet, um quarteto de modelos intermediários da GM levemente reestilizados, e até um Mustang do tipo "alugue um carro de corrida" o Shelby GT-350H comercializado pela Hertz.

1967 Chevrolet Camaro Z-28
2007 Publications International, Ltd.
Os muscle cars de pequeno porte dominaram o mercado em 1967 e o
Chevrolet Camaro Z-28 era um dos mais requisitados do ano

Os compactos também continuaram na sua trajetória. Cada vez mais populares eram as opções de bloco menor do Chevy II, Dodge Dart, Ford Falcon, Mercury Comet e o carro da Plymouth, o Barracuda "glassback". Os velozes e potentes motores estavam deixando de ser os preferidos, assim como o segmento de carros grandes estava se direcionando para o luxo, mas ainda havia muita possibilidade de escolha: Chevy SS Impalas, Ford Galaxie 500 XLs, Plymouth Sport Furys, o Olds Starfire e o Pontiac Catalina 2+2s.

Grandes muscle cars de 1966, 1967 e 1968

Para saber mais sobre os muscle cars mais emocionantes de 1966, 1967 e 1968, consulte:

  • O Oldsmobile Cutlass 4-4-2 de 1967 (em inglês) com configuração de indução W-30, escondia suas entradas de ar em volta dos faróis.
  • O AMC AMX 1968 (em inglês) era uma máquina de alto desempenho que tinha outros fãs além dos que adoravam os muscle cars: os entusiastas dos carros esportivos também gostavam dele.
  • O Plymouth Road Runner 1968 criou o mercado do muscle car mais acessível e estava entre os carros que mais influenciaram a década de 60.
  • Finalmente, o carro pequeno original podia mostrar sua presença na competição graças ao Ford Mustang 428 Cobra Jet 1968.

Os motores continuaram crescendo em 1966. A Chevy trocou o seu V-8 409 pelo potente 427, produto das experiências na NASCAR. A Ford adotou um grande e pesado 428 com baixo torque. O propulsor da Chrysler passou a ser o gerador de potência de 440-cid disponível para Dodges de porte médio com a marca "Magnum".

Mas até isso fracassou ao lado do 426 Street Hemi, uma versão raramente domesticada do motor de corrida ganhador e ridiculamente rebaixado para 425-bhp. Como uma opção que custava por volta de US$ 1 mil, não era barato. Mas em um Dodge Coronet, Charger ou Plymouth Belvedere, ele fornecia uma aceleração que a Motor Trend chamou de "absolutamente destruidora".

Alguma coisa nova apareceu em 1967: o muscle car de pequeno porte. O Mustang daquele ano foi redesenhado com espaço para instalar a opção com bloco gigante, o motor 390-cid. Carroll Shelby foi mais longe incrementando um 428 para o seu novo GT-500. A Mercury lançou o Cougar, um Mustang de luxo que oferecia muita adrenalina.

A Chevy respondeu com atraso ao Mustang através do Camaro, disponível nas versões esportivas RS e SS, e com potente motor V-8 386 com até 375-bhp. O carro similar da Pontiac, o Firebird apareceu alguns meses depois com o seu potente cardápio de motores, liderado pelo 400-cid.

Os carros modificados de pequeno porte impressionaram bastante nas competições de 400 metros. Outros promoveram corridas de rua empolgantes com a nova série do Trans-Am da SCCA para "sedãs compactos de linha". O Camaro dominou imediatamente a temporada de 1967, graças a uma versão Z-28 voltada para as pistas, equipado com um motor V-8 especial de 302-cid comicamente classificado como 290 bhp, além de uma suspensão reforçada e "ajustável". Ele abraçava as esquinas, mas tinha a rapidez do muscle car nas retas; A revista Car and Driver registrou 400 metros em 14,9 segundos a 156 km/h.

Tudo isso era muito bom para ser verdade, e realmente era. Os muscle cars ficaram melhores do que nunca em 1968. GM, Ford e Chrysler, todas lançaram versões intermediárias redesenhadas com aparência mais fina, incluindo corta-vento no teto para a maioria dos carros com capota. A Dodge transformou o seu Charger no mais estilizado do ano, mas Dearborn tinha novos e bonitos Ford Torinos e Mercury Cyclones, enquanto a GM colocou duas portas como o GTO um pouco menores e leves para ter mais velocidade e agilidade.

A pequena American Motors surpreendeu com o seu primeiro carro de pequeno porte, o Javelin e uma esperta e curta versão de dois lugares, o AMX. Ele não estava na liga principal dos muscle cars, mas com um potente motor V-8 390-cid conseguia uma arrancada satisfatória e alguns AMXs conquistaram troféus nas corridas de arrancada.

A Chrysler lançou um potente 340-cid de bloco pequeno para o novo Dodge Dart GTS e o sofisticado Formula S Plymouth Barracuda. Os compactos da Mopar também conseguiram a sua primeira opção de bloco grande com um 383 de 300-bhp. A potência reforçada com indução de ar refrigerado era uma nova tendência disponível na Pontiac com o "Captador de ar" e para Fords e Mercurys pedidos com um forte novo 428 do Cobra Jet.

Os preços dos muscle cars estavam ficando fora do alcance de muitos entusiastas, portanto, o Road Runner 1968 da Plymouth foi uma boa notícia. Com preço de apenas US$ 2.986, esse cupê com coluna ou capota normal, tinha um motor 383 de 335-bhp, chassis e trem de potência reforçados e poucos frisos que pudessem denegrir o desempenho. A única opção, na verdade, era o poderoso motor 426 Street Hemi.

Com uma buzina muito engraçada do tipo "bip-bip" e com logotipo do desenho correspondente, o Road Runner conseguiu a estrondosa marca de 45 mil unidades vendidas em seu primeiro ano, criando uma nova categoria, a do muscle car acessível. A Dodge também surgiu na metade do ano com o cupê das pistas de arrancada Coronet, o Super Bee, com preços a partir de US$ 3.037 como parte da linha de desempenho da "Turma da fuga" da marca.

1968 Plymouth Road Runner
2007 Publications International, Ltd.
Bip, bip! O Plymouth Road Runner 1968 ultrapassou
a concorrência vendendo 45 mil carros no primeiro ano

Mas os problemas estavam prestes a aparecer. As regulamentações federais de segurança e emissões vieram em 1968, uma possível ameaça ao futuro do muscle car. Apareceu também um novo lobby de segurança liderado pelo promotor ofensivo Ralph Nader.

Não menos preocupante era o que sobrava da concorrência cruel no mercado dos muscle cars. Em 1966, o GTO teve um recorde de vendas anual de muscle car de 96.946 unidades. Como o mercado ficou saturado, a maior parte dos muscle cars estava tendo cada vez menos vendas anuais; alguns chegaram apenas na marca das centenas. E apesar de os contabilistas de Detroit entenderem que os carros de desempenho ajudavam nas vendas dos modelos familiares, a programação das corridas e os custos de desenvolvimento do muscle car estavam aumentando muito, avançando sobre os lucros.

No entanto, a demando do mercado e o orgulho corporativo estavam a ponto de colocar o muscle car em seu ponto mais alto, como você verá na próxima página.

Para obter mais informações interessantes sobre muscle cars, consulte:

  • Os muscle cars (em inglês) tiveram muitos formatos e tamanhos. Veja aqui as características de mais de 100 muscle cars, inclusive as fotos e especificações de cada modelo.
  • Até mesmo a American Motors, a campeã do carro econômico, pegou a febre do muscle car. Veja perfis, fotos e especificações dos muscle cars da AMC (em inglês).
  • Algumas das melhores máquinas de desempenho da época eram os Muscle cars da Ford.