| Característica | Benefício |
| Aceleração constante, sem degraus, desde a imobilidade até a velocidade de cruzeiro. | Elimina o "choque da troca" - deixa o rodar mais suave. |
| Funciona para manter o carro na sua melhor faixa de potência, independentemente da velocidade em que o carro está andando. | Menor consumo de combustível. |
| Melhor resposta a mudanças de condições, como acelerador e velocidade. | Elimina a caça de marchas conforme a velocidade diminui, desacelera especialmente subindo serras. |
| Menor perda de potência com uma CVT do que com uma caixa automática convencional. | Melhor aceleração. |
| Melhor controle da faixa de rotação num motor a gasolina. | Melhor controle de emissões. |
| Pode incorporar versões automatizadas de embreagens mecânicas. | Substitui ineficientes conversores de torque hidráulicos. |
Carros com CVTs são comuns na Europa há anos, mas demorou um pouco para que a tecnologia colocasse um pé nos Estados Unidos. O primeiro automóvel com CVT vendido nos Estados Unidos foi o Subaru Justy.
![]() Foto cortesia de Subaru France Subaru Justy |
Vendido entre os anos de 1989 e 1993, o Justy nunca chamou a atenção dos motoristas americanos. Então, o que há de diferente nos novos carros com CVT - carros como o Saturn Vue, o Audi A4 e A6, o Nissan Murano e o Honda Insight? A melhor maneira de responder essa pergunta é fazer um "teste" com um desses carros. A animação abaixo, que compara a aceleração de um carro com CVT com a de outro sem, dá uma boa idéia do que esperar.
Quando você pisa no acelerador de um carro com caixa continuamente variável, sente a diferença imediatamente. O motor aumenta as rotações até atingir a de maior potência e fica lá, mas o carro não reage imediatamente. Momentos depois, a caixa começa a agir, acelerando o carro lentamente, de forma constante e sem nenhuma mudança. Em teoria, um carro com CVT deveria atingir 100 km/h 25% mais rápido do que o mesmo carro com o mesmo motor e câmbio manual [ref]. Isso acontece porque a CVT transforma todos os pontos da curva de operação do motor em pontos correspondentes da sua própria curva de operação.
Se você olhar para o comportamento do motor de um carro sem a CVT, verá que é verdade. Repare que o conta-giros nesse caso indica o motor subindo e descendo de rotação a cada mudança de marcha, que é claramente visto como uma interrupção de aceleração (é quando o motorista sente algo como uma sacudida).
As CVTs são igualmente eficientes nas subidas. Não existe a "caça de marchas", porque a CVT passa direto e sem degrau para uma marcha mais apropriada para aquela determinada condição. Uma caixa reduz e sobe marcha diversas vezes até achar a marcha mais adequada, o que é menos eficiente.
Com todas essas vantagens, as CVTs possuem algumas deficiências. Nos Estados Unidos ainda se tenta superar um problema com a imagem. O Subaru Justy, por exemplo, ficou conhecido como um microcarro sem graça. Tradicionalmente, CVTs com correias eram limitadas na quantidade de torque que podiam suportar, além de serem maiores e mais pesadas do que suas correspondentes automáticas e manuais. Avanços tecnológicos colocaram as CVTs em igualdade de competição, a CVT do Nissan Murano suporta seus 3,5 litros, um motor V6 de 245 cv, mas a primeira impressão é difícil de superar.
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