Honda Accord 1986, 1987, 1988, 1989

O Honda Accord 1986 lançou a terceira geração do carro com um visual novo, insinuante, dimensões maiores e mais potência. O resultado foi um Accord que parecia ser esportivo e, na nova versão topo de linha LXi, mais luxuoso. O mesmo podia ser dito para a linha Honda inteira ,que estava se expandindo rapidamente para incluir cupês atraentes de dois lugares baseados no Civic - minicarros esporte chamados de CRX -- bem como um sedã luxuoso grande e compacto vendido separadamente sob o novo nome da marca, o Acura.

Tudo isso testemunhado pelo estrondoso sucesso da Honda na América do Norte. De fato, a empresa logo estaria obtendo mais lucro no Novo Mundo do que no Japão. Ainda, apesar da proliferação do modelo, o Accord permaneceu como a principal receita da Honda. Mesmo os modelos 86, por todas as suas alterações óbvias, mantiveram os atributos principais, que tornaram os Accords tão interessantes aos consumidores americanos. A adição em 1989 dos modelos cupê três volumes melhorarou ainda mais a popularidade do Accord.

O projeto novo e insinuante e com mais potência marcaram o Honda Accord 1986.
Honda via Wieck 2007
O Honda Accord 1986 tinha um desenho novo e insinuante e mais potência

Honda Accord 1986

A maioria dos carros apelidados de "inovadores" realmente não o são, mas o Honda Accord 1986 era, com certeza. Entre as únicas coisas a serem destacadas estavam a tração dianteira e o motor de quatro cilindros montado transversalmente. Um novo estilo suave, anunciado por faróis escondidas, complementavam a costumeira posição do Accord de pouca ousadia e que trouxe dimensões maiores. A distância entre eixos aumentou para consideráveis 15 cm para um total de 260 cm, o que ajudou a aumentar o espaço do banco traseiro. O comprimento aumentou para 444 cm nos cupês hatchback e para 453 cm nos sedãs.

Os novos modelos eram também um pouco mais largos (170 cm) e mais pesados, cerca de 45-90 kg, dependendo do estilo da carroceria e do equipamento. As bitolas dianteira e traseira foram ampliadas e combinadas com uma suspensão independente nas quatro rodas, redesenhada para melhorar a manobrabilidade e estabilidade que já era bem esportiva para um compacto familiar.

Os modelos eram compostos por cupês e sedãs basicamente DX e a versão agradável LX, além das novas versões LXi. O motor de quatro cilindros apresentava um comando de válvula único no cabeçote, mas era um projeto novo descalcando 2 litros em vez de 1,8 litro. Os modelos LXi vinham com a nova "Injeção de Combustível Programada" eletrônica multiponto da Honda e declaravam 110 cv de potência, um novo recorde para o Accord. Outros modelos tinham um carburador duplo e 98 cv de potência.

Ambos os motores vinham com caixa manual de cinco marchas e, como opcional, automática de quatro marchas. Entre vários novos recursos de comodidade estavam o encosto dobrável do banco traseiro para sedãs (com fecho de segurança no porta-pacotes traseiro), uma antena elétrica instalada de fábrica e dois espelhos para os modelos LX e LXi. O LXi duo incluía um teto solar elétrico de vidro, que não estava disponível em outros modelos.

Os modelos Accord LXi 1986 desenvolviam 110 cavalos de potência
2007 Honda via Wieck
Os modelos Accord LXi 1986 desenvolviam 110 cavalos de potência

As versões LX de gama média provaram ser as mais populares dos novos Accords, oferecendo a maioria dos recursos da versão LXi por uma quantia não muito superior às versões DX mais simples. Depois de testar um sedã de 86, o Consumer Guide descobriu que "apesar dos preços mais altos e apenas um desempenho e consumo de combustível médios, o Accord LX permanece como uma excelente compra apenas realçada por seu novo tamanho maior. Como sempre, seu caráter impetuoso e alto refinamento mecânico e sua manobrabilidade o deixou isolado do time dos compactos." Os editores também gostaram de testar o LXi hatchback pelo seu desempenho veloz e qualidade em geral. "Ele é suficientemente esportivo para competir com o caro, e de dirigibilidade acentuada, Prelude [cupê] como o Honda do 'entusiasta' e isso é dizer muito".

Honda Accord 1987

O Honda Accord de terceira geração era previsivelmente pouco alterado para o ano-modelo 1987. Os cupês Hatchback ganharam cintos de segurança de ombro dianteiros automáticos em linha com a nova lei federal que, pelo menos, 10% dos carros de um fabricante apresentem "retenções passivas". Assim como em outros carros, eles eram fixados entre as ancoragens internas e trilhos nas colunas do pára-brisa. O fechamento das portas fazia com que os cintos corressem ao longo dos trilhos (via motores elétricos) para a posição apropriada; a abertura das portas automaticamente os colocava fora do caminho. Esta operação levou ao apelido "cintos de rato". Eles eram considerados como uma comodidade, mas ainda assim exigiam cintos subabdominais separados, colocados manualmente. À parte disso, novas cores e um interruptor da trava elétrica das portas reorientado, os Accords de 87 eram os mesmos do modelo de 86.

Honda Accord 1988

Os modelos esportivos LXi e a adição de um estilo de carroceria cupê três-volumes alavancou a história do Honda Accord 1988. Os novos três-volumes ofereciam os mesmos três níveis de acabamento dos outros modelos e eram essencialmente "sedãs de duas portas" com uma diferente linha de teto atrás. Esse estilo de carroceria foi sugerido e projetado pela braço americano da Honda. Ela refletia o fato de que, diferentemente dos consumidores japoneses e europeus, a maioria dos americanos pensavam que os hatchbacks, embora se parecendo com modelos esportivos, se pareciam muito com peruas utilitárias; eles também preferiam a segurança de um porta-malas trancado do que a área de carga mais exposta de um hatchback. Surpreendentemente, o cupê três-volumes fez sucesso no Japão, em parte porque ele era fabricado somente na fábrica da Honda em Ohio e, portanto, havia um certo "misticismo estrangeiro" que os Accords produzidos localmente não tinham.

A Honda sempre planejou exportar este estilo de carroceria dos Estados Unidos – o primeiro fabricante estrangeiro em terras americanas a fazer isso. Mas eles não contavam com a forte demanda entre a juventude japonesa da preferência pelos Accords feitos nos Estados Unidos com a direção do lado esquerdo e não com a conversão para o lado direito, que normalmente seria enviada para aquele mercado.

O notchback coupe Accord, projetado pela Honda U.S, era novo para 1988.
Honda via Wieck 2007
O Accord cupê notchback, projetado pela Honda dos EUA era novo para 1988

Cada Honda Accord 1988 recebeu pequenas mudanças de estilo, além de reforços estruturais com a intenção de melhorar o conforto e a suavidade em sua condução. Também eram novos os cintos de segurança de ombro/subabdominal nnos lugares laterais atras, para substituir os cintos subabdominais. Os sedãs adicionaram ancoragem ajustável em altura para o cinto de ombro dianteiro. E por último, e igualmente importante, os modelos LXi elevaram seu fator de diversão ao dirigir, adicionando 10 cv de potência, para 120 cv no total, além de uma suspensão mais firme com barras estabilizadoras mais grossas na frente e atrás, rodas de liga de 14 polegadas para substituir as de 13 e pneus de maior desempenho.

Honda Accord 1989

O retorno do sedã SE-i foi o auge do Honda Accord 1989. Como em 1985, ele sinalizava o fim de uma geração de projetos e a chegada iminente da próxima. O SE-i desse ano era basicamente um sedã LXi oferecido com um estofamento de couro e um sistema de som de alta potência da marca Bose.

O Accord de terceira geração seria bem difícil de acompanhar. O Consumer Guide, em 1989, classificou-o como "a classe da classe dos compactos: uma compra surpreendente entre os carros para a família. As atrações incluem espaço decente para quatro pessoas, espaço adequado para bagagem, posição de dirigir confortável, excelente visibilidade externa, fabricação exemplar e baixo consumo de combustível. Nós classificamos o sedã LX como a melhor compra de um Accord que o dinheiro pode comprar".

Apesar do forte valor de revenda e das altas marcas de confiabilidade surpreendentes, o Accord ainda é considerado caro para um compacto. Parte do problema resulta da rápida escalada dos preços, à medida que o dólar se enfraqueceu perante o iene [japonês]. Mas, principalmente, com a alta demanda por um carro muito bom o torna vendedor o mercado dos Accords".


Essa situação mudaria um pouco nos próximos anos, mas não tanto quanto o próprio carro. Veja a próxima página para aprender mais sobre a evolução do Accord.