O que é o sistema KERS da F-1?

Autor: 
Graciliano Toni

KERS não é um nome - é a sigla de Kinetic Energy Recovering System (sistema de recuperação de energia cinética). Apesar de
ser chamado de sistema, o KERS é na verdade um conceito. Diferentes sistemas podem ser usados para cumprir o objetivo do KERS, que
é acumular energia gerada nas frenagens -
que seria desperdiçada - para ser usada quando o carro precisa acelerar.

O KERS foi incluído no regulamento da F-1
para 2009, inicialmente como opcional. As regras permitem que as equipes desenvolvam seu próprio sistema ou comprem de terceiros, sem obrigá-las a usar o equipamento. O KERS está de volta na temporada 2011.

câmara fechada e volante
© Williams Grand Prix Engineering Limited
Câmara fechada e volante do sistema desenvolvido pela Williams

A potência fornecida pelo KERS representa cerca de 10% da potência máxima de um motor de F-1 e deverá ser particularmente útil em ultrapassagens. Pelo regulamento, a cada volta o KERS poderá liberar no máximo 400 kJ, e nunca mais de 60 kW (1 kW = 1 kJ/s) num determinado instante, o que na prática significa que o piloto terá por 6,7 segundos toda a potência adicional (são cerca de 81,5 cv).

Os pilotos precisam o tempo todo ter controle sobre o KERS - não pode haver sistemas automáticos para ligá-lo nem desligá-lo. O mais provável é que o piloto use um botão no painel do carro.

Na próxima página, os sistemas desenvolvidos pela Williams e pela Flybrid.

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