Processo de conversão de limusines

Uma empresa chamada Armbruster construiu a primeira limusine longa, em 1928. Eles construíram o vagão, também conhecido como o compartimento onde os passageiros sentam, especificamente para transportar grupos de pessoas ricas. A Ambruster e outras empresas construíram esses carros a partir do nada, em vez de converter um veículo já existente. O objetivo era que esses carros fossem maiores e comportassem mais passageiros do que um automóvel médio.

Interior de uma limusine
Foto de Marc Dorset, SXC
O interior de uma limusine longa, completo, com
bar e centro de entretenimento

No fim, a Ambruster se fundiu com uma empresa chamada Stageway Coaches e parou de fabricar seus próprios carros. A nova empresa começou a converter Cadillacs e Lincolns em limusines longas, principalmente para cotejos fúnebres. À medida que as limusines longas foram ficando mais populares, outras empresas começaram a entrar no mercado, convertendo tudo, de veículos clássicos de luxo a esportivos sofisticados e utilitários esportivos.

Algumas empresas utilizam ferramentas mais sofisticadas do que outras, mas a série real de etapas se mantém praticamente a mesma para todas elas. Primeiro, tiram todo o interior do carro e protegem o que sobrou com papel não-inflamável, incluindo vidros. Depois, os mecânicos colocam o carro sobre trilhos, que podem ser ajustados para elevar o carro do solo. Os trilhos ajudam a manter a frente e a traseira do carro alinhadas corretamente. Normalmente, uma parte dos trilhos fica sobre um carrinho dotado de rodas.

Os mecânicos então cortam o carro na metade, naquela que é a parte mais importante de qualquer conversão. Algumas empresas utilizam máquinas orientadas por laser para fazer cortes precisos, ao passo que outras confiam na mão hábil de um mecânico experiente. A metade traseira do carro montada sobre o carrinho é puxada para trás. 

Rolls-Royce limusine
Foto de Getty Images
Rolls-Royces como este costumavam ser usados como limusines

Em seguida, os mecânicos soldam uma base nas metades traseira e frontal do carro, deixando-o com comprimento final. Eles soldam reforços temporários para impedir que a estrutura torça ou flexione. Quaisquer erros nessa etapa podem fazer com que o veículo se torne inseguro ou até fique impossível de se dirigir. Os mecânicos estendem a árvore de transmissão do motor até o eixo traseiro através da união de várias árvores de transmissão. E eles também estendem os componentes elétricos, utilizando conectores entre a fiação original e a nova fiação que irá aumentar com o maior comprimento do carro.

Após os mecânicos colocarem a base no local e alongarem a árvore de transmissão – as peças do sistema de transmissão – são instalados colunas nas quais as novas portas se ligarão à estrutura da limusine. O assoalho também é instalado, cobrindo a árvores de transmissão e o chassi. Além disso, os mecânicos também têm de reforçar os sistemas de  freios, de suspensão e de direção do carro, já que adicionar maior massa ao carro significa que ele se torna mais difícil de controlar e parar por causa da inércia.

Depois disso, um exterior pré-fabricado é instalado sobre a estrutura da limusine e o veículo recebe seu novo interior, incluindo os caros acessórios. Finalmente, a limusine vai para a seção de pintura e os pintores fazem uma pintura uniforme e novinha em folha. 

Na próxima seção, vamos olhar alguns dos acessórios que se pode encontrar nas limusines mais luxuosas do mundo. 

Correspondendo aos padrões

Tanto a Ford quanto a Cadillac (em inglês) têm programas que auxiliam as empresas a garantir que os veículos convertidos se encaixem nas normas de segurança. O programa da Ford é conhecido como o programa QVM (Modificador de Veículo Qualificado) e o programa da Cadillac é o programa CMC (Construtor Master da Cadillac). Ambas as empresas realizam inspeções regulares para garantir que as empresas de conversão participantes do programa mantenham os padrões pré-definidos [fonte: Ford (em inglês), Cadillac].

Todos os carros dos EUA devem respeitar os padrões da FMVSS (Normas Federais de Segurança para Veículos Motorizados) antes de serem liberados para trafegar nas ruas. Após uma empresa de conversão adicionar peso ao veículo original, os antigos testes da FMVSS perdem sua validade, e a empresa deve realizar novos testes para provar que suas limusines atendem aos padrões federais. A empresa de conversão se torna a nova fabricante do veículo sob o ponto de vista do governo, ou seja, o Lincoln longo não é mais um veículo da Ford (em inglês) no que lhe diz respeito.