Quatro cilindros de potência

O motor do Elise é totalmente diferente de alguns dos potentes motores dos atuais supercarros europeus. O motor fabricado pela Toyota substitui o Rover K-Series (em inglês) que equipou o Elise na Europa, de certa forma desatualizado. O motor de aspiração atmosférica de 1,8 litro, refrigerado a água, tem bloco de alumínio de quatro cilindros com duplo comando de válvulas, quatro válvulas por cilindro e uma taxa de compressão de 11,5:1. O motor fica no meio do carro, bem atrás do motorista.


Foto: Cortesia do Grupo Lotus PLC
O compartimento do motor do Elise

Este motor é semelhante ao do Toyota Celica GT-S, mas com os sistemas de admissão e escape atualizados e uma unidade eletrônica de controle (ECU) mapeada especificamente para o Lotus (revista Road and Track, agosto de 2004). São 192 cv de potência a 7.800 rpm, produzindo torque de 19 kgfm a 6.800 rpm. Se você comparar com as Ferrari ou os Corvette, esses números parecerão muito baixos. Mas tenha em mente que o Lotus não foi feito para ser veloz, mas para ser ágil.


Foto: Cortesia do Grupo Lotus PLC
O Elise foi projetado para elevada estabilidade

O Elise vem equipado com o variador de fase e levantamento de válvulas (VVTi) da Toyota. Isso permite ao motor mudar para um ressaldo de perfil diferente no comando de válvulas quando é detectada uma rotação alta. Para simplificar, isso faz o motor desenvolver potência extra quando ele atinge 6.200 rpm. Tanto a revista Motor Trend (em inglês), quanto a Road & Track (em inglês) dizem que o sistema foi aperfeiçoado para proporcionar uma transição mais suave para o perfil de ressalto de alta rotação do que nos motores anteriores da Toyota.

O motor é acoplado a um câmbio manual de seis marchas curta com relações próximas (também da Toyota), projetado para permitir trocas de marcha rápidas conforme a potência é transferida para as rodas traseiras. Uma luz no painel mostra ao motorista quando a rotação está se aproximando da linha vermelha, que no Elise é de 8.000 rpm, momento de trocar de marcha.

A seguir, veremos em detalhes o que faz o Lotus ser um Lotus - baixo peso e muita estabilidade.