Controle, estilo e função


Foto cortesia da Daimler Chrysler
Os freios a disco de cerâmica
reforçados com fibra

O SLR tem braços de controle independentes de comprimentos desiguais, com molas helicoidais nas quatro rodas e uma barra estabilizadora à frente. Um sistema de direção por pinhão e cremalheira controla os pneus Michelin Pilot Sport PS2 especialmente desenvolvidos (Dianteiros: 245/35ZR-19 96Y; Traseiros: 295/30ZR-19 100Y), montados sobre rodas de turbina assimétrica de alumínio fundido de 19 polegadas. Freios a disco de cerâmica especiais, fabricados para ser resistentes ao calor e potentes, fornecem, até 1,3 G de capacidade de frenagem.

Todos esses recursos dão ao SRL um diâmetro mínimo de giro de 12 metros e uma distância de frenagem de 49 metros, partindo da velocidade de 112 km/h. O aerofólio traseiro funciona como um freio aerodinâmico, levantando até um ângulo de 65° para proporcionar mais força vertical descendente e estabilidade. Ele volta à posição original para passagens de alta velocidade nas retas.


Foto cortesia da Daimler Chrysler

O SLR tem um visual diferente da maioria dos carros da sua categoria. Na maioria deles, o motor fica atrás do motorista e as considerações aerodinâmicas obrigam que o carro seja baixo e tenha um perfil leve. Os engenheiros da Mercedes e da McLaren decidiram colocar o motor na frente, o que dá ao carro um formato único. O motor fica posicionado o mais recuado possível no seu compartimento, atrás do eixo dianteiro. Isso proporciona ao SLR uma distribuição de peso 50/50% dianteira-traseira, um fator importante para o comportamento geral do carro. Isso também significa que o compartimento do motor tem uma aparência um pouco estranha. O motor sobressai por debaixo do pára-brisa e somente metade dele fica dentro no compartimento. Um bocal de entrada de ar gigante ocupa grande parte da área abaixo do capô. O resultado é um carro com nariz longo, cabine compacta e traseira arredondada.


Foto cortesia da Daimler Chrysler
Assim como um carro de Fórmula Um, a carroceria do novo Mercedes-Benz SLR McLaren é feita de fibra de carbono

A estrutura também é extremamente avançada, com uma célula monobloco em fibra de carbono (em inglês) que compõe o chassi principal e sustenta os subchassis dianteiro e traseiro. O traseiro é feito de alumínio. Os tubos e os bolsões feitos de fibra de carbono e colocados dentro da estrutura têm como base os princípios de segurança do projeto do McLaren F1 e absorvem quatro vezes mais a energia de um impacto que o aço.

O estilo do SLR se define ainda mais pelas saídas de ar na carroceria logo atrás dos pneus dianteiros e pelos tubos de escapamento laterais abaixo. O carro mantém a aparência tradicional de um Mercedes, com um emblema grande da empresa e dois faróis elípticos com lâmpadas de bixenônio. Os painéis da carroceria são feitos de plástico reforçado com fibra de carbono.

A seguir, sente-se dentro de um SLR.

Os Flechas de Prata


Foto cortesia da Daimler Chrysler
Juan Manuel Fangio venceu o
Grande Prêmio da Suécia de 1955 em um 300 SLR

A Mercedes comparou o SLR McLaren aos lendários carros de corrida da Mercedes - os Flechas de Prata. Construídos pela primeira vez em 1930, os carros se tornaram famosos por sua estrutura leve e exterior prateado sem pintura e também se destacaram por uma série de vitórias internacionais. Originalmente, SLR era a sigla de Sport Light Racing (Corrida Esportiva Leve). Os carros voltaram em 1950, antes de a Mercedes parar de participar das competições automobilísticas após a temporada de 1955.