As notícias de televisão e jornal enfatizam mortes nas estradas por ocupantes de automóveis e caminhões, principalmente nos feriados prolongados. No entanto, há características das grandes cidades, onde as vítimas são outras, muito mais indefesas: os pedestres.
Entre os habitantes da cidade de São Paulo no triênio 2004-06 foram identificadas 3759 mortes relacionadas aos acidentes de transporte. Dessas mortes, 25% não foram classificadas por falta de informação do tipo de veículo.
Com a exclusão desses casos, sobram 2808 eventos fatais que se distribuem conforme apresentado na figura 1. Dois terços dos óbitos (1877) foram de pedestres, uma categoria que não é reconhecida como vítima principal dos acidentes de transportes. Dos atropelamentos, em 70% não foi identificado o tipo de veículo que produziu dano. Os atingidos por carros ou caminhonetes foram 12%, por ônibus ou caminhão, 10%; por trens, 4% e por motocicletas 3%.
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As medidas para reduzir atropelamentos e vítimas fatais são respaldadas pelos princípios e diretrizes da legislação em vigor. Nada mais do que isso.
Em Brasília, o governo do Distrito Federal criou em 1997 a campanha “Dê Sinal de Vida“ com redução de 40% dos atropelamentos no biênio 2000-01 em comparação a 1995-96. Brasília deu o bom exemplo, mas poucos o seguiram - ela é uma das únicas cidades brasileiras onde o motorista pára o automóvel antes da faixa, somente ao simples sinal do pedestre.