O futuro do motores a gasolina auxiliados por hidrogênio

Os motores a gasolina auxiliados por hidrogênio têm potencial para melhorarem consideravelmente a economia de combustível. Uma grande vantagem ambiental e de custo desse sistema são as pequenas quantidades de emissão de NOx, assim eliminando por completo a necessidade de controle externo dessas emissões. Atualmente, o controle das emissões de NOx aumenta muito o custo dos tipos de diesel que utilizam coletores caros para ficar dentro dos padrões de emissão. Além disso, as partículas emitidas pelo diesel também devem ser recolhidas por um filtro, que precisa ser renovado periodicamente.

Toyota Sequoia e Ford Five Hundred
Imagine um utilitário esportivo grande como o
Toyota Sequoia [abaixo], mas com
economia de um sedan
grande como o Ford Five Hundred
[acima]. O reformador de hidrogênio
poderia tornar isso uma realidade


Os motores a gasolina auxiliados por hidrogênio não precisam de filtros de controle de NOx ou partículas, mas requerem somente um catalizador de oxidação de baixo custo para controlar pequenas quantidades de emissão (hidrocarbonetos não queimados) que se formam principalmente durante a partida e aquecimento do motor. Cortes adicionais nos limites de controle de emissão vêm da capacidade do motor em usar somente a carga enriquecida de hidrogênio limpo durante a fase de partida a frio, momento em que 90% das emissões são geradas durante o teste de emissão.

O sistema auxiliado por hidrogênio é uma tecnologia que pode ser agregada ao compartimento do motor de um veículo já existente. De acordo com os desenvolvedores, o custo do sistema é menos da metade dos custos adicionados por diesel. Os custos de produção da indústria automobilística dos EUA para preparar o diesel para substituir motores a gasolina são enormes e seriam duros para os fabricantes americanos, que atualmente enfrentam dificuldades financeiras.

O protótipo de um motor a diesel auxiliado por hidrogênio está sendo instalado em um utilitário esportivo com motor V6 que tem espaço suficiente para o reformador e sistema conexo. O início dos testes de longo prazo para desempenho, confiabilidade e durabilidade está marcado para o final de 2007, com as vendas da primeira produção previstas para 2010.

Os dados de desempenho gerados durante a fase inicial dos testes devem ser vistos de perto por quase todos os que estão preocupados com assuntos relacionados aos automóveis e energia e ambiente, em parte porque o sistema está associado com a palavra da moda, "hidrogênio".

Lá em cima da lista de interessados, estão os fabricantes de grandes utilitários esportivos e vans, para os quais os reguladores do governo querem 10% a mais de quilômetros por litro, em média, em comparação com o nível de 2007, que foi de 9,24 km/l. O novo nível de 10,1 km/l deve ser posto em prática até 2011.

Os veículos de quatro cilindros provavelmente também estarão entre os principais candidatos para a tecnologia, já que os preços da gasolina continuam a gerar concorrência entre os modelos de economia de combustível, que buscam liderança na quantidade de km/l. Um fator que contribui para o mercado de compactos pode ser a preocupação com o custo de vida útil do veículo híbrido, devido à complexidade do sistema e substituição das baterias, tudo isso pode chegar a US$ 5 mil. Só agora isso está começando a ter seus efeitos sobre os valores de revenda, à medida que os primeiros híbridos já têm um maior tempo de uso.

Mas o motor auxiliado por hidrogênio não estará sozinho na corrida pela liderança na economia de combustível. Motores com válvulas variáveis injetadas de menor tamanho e turbocompressor avançado, motores a diesel CDRI, híbridos e combustíveis "flex" lutam pela atenção das fabricantes na corrida da economia.

Nenhuma dessas tecnologias consegue ter todas as vantagens do motor auxiliado por hidrogênio, que são o aumento drástico da economia de combustível, emissões mínimas e melhor custo/benefício. No final das contas, será necessária uma combinação de várias tecnologias para lidar com a sede do mundo por gasolina na hora de dirigir, mas é provável que ainda se fale muito do motor auxiliado por hidrogênio no futuro.