Existem inúmeras variedades de motores de turbina a gás. Um destes modelos apresentado em Como funcionam as turbinas a gás abrange o tradicional motor "a jato" usado nos aviões. Os gases aquecidos que resultam da queima do combustível acionam as pás da turbina exatamente da mesma forma que o vento gira um moinho de vento. As pás ligam-se a um eixo que também gira o compressor da turbina. Já outro tipo de motor de turbina a gás, muito usado em tanques e helicópteros, possui um conjunto de pás para acionar o compressor além de um outro conjunto separado de pás que acionam o eixo de propulsão. Em ambos os tipos é preciso fazer o eixo principal girar para se dar a partida no motor.

Este processo de partida normalmente utiliza um motor elétrico para girar o eixo principal da turbina. O motor elétrico fica parafusado do lado de fora do motor da turbina, sendo dotado de um eixo e engrenagens que o ligam ao eixo principal. O motor elétrico gira o eixo principal até que haja ar suficiente sendo soprado através do compressor e da câmara de combustão para ligar o motor principal. O combustível começa a fluir, sendo então inflamado por um dispositivo semelhante a uma vela de ignição. Em seguida aumenta-se o fluxo de combustível para girar o motor principal até que este atinja sua velocidade de operação. Se alguma vez já esteve num aeroporto e teve a chance de ver a partida de um daqueles grandes motores a jato, você sabe que as pás da turbina começam sua rotação lentamente. É o motor elétrico que faz isso. Aí você, às vezes, escuta um estalo e vê a fumaça saindo pela parte traseira do motor. Em seguida a rotação aumenta e o motor começa a gerar propulsão.

Além do eixo de partida, a maioria dos grandes motores a jato possuem também outro eixo de saída que serve para acionar coisas como geradores elétricos, compressores de ar condicionado, etc, necessários para operar o avião e manter o conforto dos passageiros. Este eixo pode se ligar ao eixo principal da turbina no mesmo ponto em que se liga o motor de partida, ou ainda em outro local. Alguns aviões a jato possuem uma turbina separada (às vezes no cone traseiro da aeronave) que não faz outra coisa senão gerar força auxiliar. É mais eficiente operar essa turbina menor quando o avião está parado na pista de decolagem.

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