![]() Foto cortesia Bill Davis Racing Um Motor da NASCAR |
Duas equipes da Bill Davis Racing correm com motor NASCAR: o carro patrocinado pela Caterpillar (em inglês) nº 22 e o carro patrocinado pela Amoco nº. 93. Em 2001, as duas equipes corriam com carros da Dodge Intrepid.
A Dodge fornece o bloco e o cabeçote para o motor, baseados em um desenho de motor V-8 com 0,55 centímetros cúbicos, produzido na década de 1960. Os blocos do motor e os cabeçotes reais não são feitos com a usinagem original. Tratam-se de blocos de motor de corrida feitos sob medida, mas têm algumas coisas em comum com os motores originais. Eles têm as mesmas linhas centrais do diâmetro do cilindro, o mesmo número de cilindros e o mesmo deslocamento da base. Como nos motores originais da década de 1960, as válvulas são impulsionadas por hastes de comando (veja esta página para mais informações sobre dois diferentes tipos de disposições de válvula).
O motor dos atuais carros de corrida da NASCAR produzem mais de 750 hp e fazem isso sem turbocompressores, supercompressores ou componentes exóticos. Mas como eles geram toda essa potência?
Aqui estão alguns dos fatores:
- O deslocamento é grande - 5,87 litros. Nem todos os carros têm motores grandes assim, mas aqueles que os possuem geram normalmente bem mais que 300 horsepower.
- Os motores da NASCAR têm perfis de comando extremamente radicais, que abrem as vávulas de admissão mais cedo e as mantêm abertas por mais tempo do que em automóveis comuns. Isso permite que mais ar seja pressionado para dentro dos cilindros, especialmente em altas velocidades (veja Como funcionam os eixos comando para mais informações).
- A entrada e saída de ar são ajustadas e testadas para proporcionar impulso em determinadas velocidades do motor. Elas também são projetadas para ter uma restrição muito baixa e não existem afogadores nem catalisadores para diminuir a saída de ar.
- Eles possuem carburadores que podem permitir a entrada de grandes volumes de ar e combustível - não há injetores de combustível nesses motores.
- Eles têm sistemas de ignição programáveis de intensidade elevada e a regulagem da faísca pode ser personalizada para proporcionar a máxima potência possível.
- Todos os subsistemas, como bombas de resfriamento, bombas de óleo, bombas de direção e alternadores, são projetados para funcionar em altas temperaturas e velocidades sustentadas.
Esses motores são projetados pra admitirem tolerância muito exatas (as peças são usinadas com mais precisão), para que tudo se encaixe perfeitamente. Os diâmetros dos cilindros são usinados para tolerâncias mais exatas que os dos automóveis comuns. Os eixos comando e outras peças giratórias são balanceados. Assegurar que as peças estão o mais próximo possível de suas dimensões exatas ajuda o motor a atingir sua potência máxima e reduzir o desgaste. Se as peças são muito grandes ou muito pequenas, a potência pode ser perdida devido ao atrito extra ou à falta de pressão por causa de aberturas maiores que as necessárias.
Depois de montado, o motor é ligado no dinamômetro (dispositivo que mede a saída de potência do motor) por 30 minutos para manipulação intercalada. Dessa forma, ele é inspecionado. Os filtros são verificados quanto ao excesso de aparas metálicas para garantir que nenhum desgaste anormal esteja ocorrendo.
Se o motor passar no teste, vai para o dinamômetro por mais duas horas. Nesta etapa, a regulagem da ignição é ajustada para maximizar a potência e o motor passa por vários ciclos com diferentes intervalos de potência e velocidade.
Depois deste teste, o motor é inspecionado completamente. O jogo de válvula é empurrado e o eixo comando e os ascensores são inspecionados. Os interiores dos cilindros são examinados com boroscópios (disposivitos que utilizam espelhos). Os cilindros são pressurizados e a taxa de vazamento é medida para ver como os pistões e os vedantes mantêm a pressão. Todos os dutos e mangueiras são verificados.
Só depois de todos estes testes e inspeções é que o motor está pronto para as corridas. Assegurar sua confiabilidade é fundamental, pois se ele apresentar uma falha durante uma corrida, elimina-se qualquer chance de vitória.
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