Nos anos 90, quando os airbags se tornaram equipamento obrigatório em automóveis nos EUA, eles eram um grande avanço em termos de segurança de veículos. Antes disso, motoristas e passageiros tinham pouco mais que seus cintos de segurança para prendê-los e protegê-los em caso de colisão. Hoje, os airbags reduziram em 29% as mortes de motoristas e em 32% as de passageiros, e são o motivo para que mais de 27 mil pessoas tenham sobrevivido a acidentes de automóvel [fonte: Insurance Institute for Highway Safety (em inglês)].
![]() © Delphi O PODS, da Delphi, é um bom exemplo da maneira pela qual um sistema de classificação de ocupantes funciona |
Para as crianças e pessoas de baixa estatura, o impacto de um airbag que se infla a mais de 320 km/h pode causar ferimentos de cabeça e espinha com efeitos permanentes ou fatais. Essa é a razão para que os motoristas sejam aconselhados a colocar os passageiros mais baixos no banco de trás. No Brasil, a lei permite que crianças maiores de 10 anos possam ser conduzidas no banco da frente. Mas e se você estiver transportando diversos passageiros no banco traseiro e tiver de colocar uma criança na frente? Ou se seu carro só tiver dois lugares?
Por esse motivo as montadoras de automóveis agora precisam equipar certos veículos com um Sistema de Classificação de Ocupantes (OCS, sigla em inglês) - um sistema de sensores que detecta quem está sentado no assento de passageiro. O OCS elimina a necessidade de um sistema que ligue e desligue airbags porque emprega tecnologia sofisticada a fim de determinar se o passageiro é um adulto ou criança.
Antes de estudarmos um Sistema de Classificação de Ocupantes, vamos revisar como um airbag funciona. Em caso de colisão, um sensor aciona uma bolsa de nylon no interior da coluna do volante, porta ou painel, que se infla instantaneamente com nitrogênio comprimido. O objetivo é proteger o ocupante contra fortes impactos.
Neste artigo, exploraremos o desenvolvimento e uso de Sistemas de Classificação de Ocupantes e também veremos por que os airbags ainda não são substitutos para os cintos de segurança.