Imagine que você e sua família estejam se mudando para uma casa nova. O porta-malas e o banco traseiro estão carregados de objetos, mas sua filha de sete anos precisa de espaço no carro. Só resta colocá-la no assento do passageiro. Mas ela estará segura? E se houver um acidente? Que danos os airbags podem causar?
![]() © istockphoto.com / Delmas Lehman Os airbags de estágio duplo, como esses, podem ser acionados em velocidades diferentes dependendo da severidade da colisão |
Vamos considerar um popular OCS fabricado pela Delphi. Dentro do assento existe um sensor de pressão, uma "bexiga" cheia de silicone e uma unidade de controle eletrônico (ECU, sigla em inglês). Quando alguém se senta no banco, o sensor de pressão informa o peso do passageiro à ECU. Esta envia os dados ao airbag, que tem sua unidade de controle própria. Com base nessa informação, o computador do veículo ativa ou desativa o airbag.
O OCS não detecta apenas peso. Ele lê a posição em que o passageiro está sentado e determina se este está usando o cinto de segurança. O sistema também tem um sensor de tensão de cinto que permite interpretar a pressão criada quando uma cadeirinha de bebê está em uso naquele assento ou se o motorista está transportando algum objeto pesado.
Assim que o computador de bordo está informado sobre o tamanho e peso do passageiro, os airbags de estágio duplo entram em ação. Com base no tamanho dos ocupantes, esses airbags podem ser ativados em plena velocidade, velocidade parcial ou ficar inativos. Ativado em plena velocidade pode ferir seriamente ou até matar uma criança ou adulto de baixa estatura. Além disso, os de estágio duplo podem ser ativados em menor velocidade quando o carro se envolve em uma colisão mais leve.
Os sensores de peso se tornaram a forma mais comum de detectar um ocupante; mas as montadoras de automóveis estão experimentando novas e possivelmente mais eficientes maneiras de detectar quem viaja no assento de passageiro. Alguns sistemas experimentais usam imagens ópticas para determinar se é uma criança ou adulto e utilizam essa informação para ativar ou desativar os airbags. Outros chegam a recorrer a fatores fisiológicos, como respiração e batimento cardíaco nos passageiros, a fim de informar aos airbags o que fazer [fonte: Delphi (em inglês)]. Lembrem-se - mesmo nos carros equipados com OCS, é sempre mais seguro manter as crianças no assento traseiro.
Na próxima página, consideraremos a história dos sistemas sensores de airbags e por que eles são necessários.