Introdução a como funciona o sQuba


sQuba

Os carros aquáticos não são exatamente de última geração. Já nos anos 60, era possível adquirir um carro anfíbio, o Quandt Amphicar (em inglês). Por isso, a notícia de que a desenvolvedora de carros conceituais, Rinspeed, revelaria um novo carro aquático no Motor Show 2008 em Genebra não pareceu causar um grande alvoroço.

Mas o sQuba faz algo um pouco incomum para um carro, mesmo para um modelo aquático: ele mergulha na água e se movimenta livremente como um pequeno submarino. Se a idéia de viajar por debaixo das ondas, explorar os fundos dos lagos e visitar animais marinhos parece atraente, imagine fazer isso em um conversível. É isso mesmo! O interior do sQuba e seus ocupantes ficam totalmente encharcados a cada viagem do automóvel submarino.

Galeria de imagens de carros conceituais (em inglês)

sQuba
Foto cedida por Rinspeed
O anfíbio sQuba da Rinspeed faz o seu mergulho

A idéia de um automóvel submarino parece um pouco estranha e sem lógica, até que se pondere a logística do projeto. O visionário projetista de carros, Frank M. Rinderknecht, pensou nisso durante 30 anos e o seu sonho inspirado em James Bond agora virou realidade. O sQuba da Rinspeed existe e consegue navegar com sucesso debaixo da água.

Inspiração no cinema

A inspiração de Rinderknecht para criar o sQuba foi o filme de James Bond, "007 - O Espião que me Amava", de 1977. No filme, Bond enfrenta um vilão em uma grande embarcação e depois segue para uma base subaquática. Q Branch, o departamento que fornece para Bond os seus incríveis dispositivos (e a fonte do nome curiosamente em maiúsculo de sQuba), oferece um Lotus Esprit (em inglês), próprio para o uso subaquático, em que Bond prontamente mergulha para escapar de alguns capangas. Uma vez na água, os pneus do Esprit se retraem, então nadadeiras são ativadas e o veículo e segue rapidamente até a base subaquática.

Vários Esprits foram usados para fazer as cenas, incluindo um que foi atirado à água para a tomada de transição e um que foi convertido para a verdadeira (embora limitada) utilização como submarino. Dois mergulhadores pilotaram o veículo que tinha somente uma marcha: para frente. Embora fosse um carro de teto rígido, o Esprit não era hermeticamente fechado. O compartimento do motorista se enchia de água. Foi necessário um guindaste para colocar e tirar o carro da água [fonte: QV500.com (em inglês)].