![]() Foto: cortesia de NHTSA |
Todos os testes de colisão frontal nos Estados Unidos são realizados usando o mesmo tipo de bonecos de teste, o Híbrido III. Isso garante resultados consistentes. Um boneco de teste é feito de materiais que imitam a fisiologia do corpo humano. Ele tem uma espinha dorsal feita de camadas alternadas de discos de metal e de borracha.
Os bonecos são feitos em diferentes tamanhos e classificados por porcentagem e sexo. O boneco masculino 50% representa o tamanho de um homem mediano (é maior do que a metade da população masculina e menor do que a outra metade). Esse é o boneco mais usado em testes de colisão. Pesa 77 kg e mede 1,78 m de altura.
Os bonecos de teste contêm três tipos de instrumentação:
Medidores de aceleração
São dispositivos que medem a aceleração em uma direção específica. Esses dados são usados para determinar a probabilidade de ferimentos. Aceleração é a taxa com que a velocidade varia. Se você bate sua cabeça em um muro de tijolos, a velocidade da sua cabeça muda muito rapidamente (e deve machucar muito!). Mas ao bater sua cabeça em um travesseiro, a velocidade de sua cabeça muda mais lentamente à medida que o travesseiro é esmagado (e isso não machuca).
Os bonecos de teste têm medidores de aceleração por toda parte. Dentro da cabeça, há um que mede a aceleração em todas as três direções (frente-trás, cima-baixo e esquerda-direita). Também existem medidores no peito, pélvis, pernas, pés e em outras partes do corpo.
![]() Um gráfico da aceleração da cabeça durante um teste de colisão |
O gráfico acima mostra a aceleração da cabeça do motorista durante uma colisão frontal a 56 km/h. Note que o indicador flutua para cima e para baixo durante a batida e alcança valores altos quando a cabeça atinge objetos duros ou o airbag.
Sensores de carga
Dentro dos bonecos de teste existem sensores de carga que medem a quantidade de força em diferentes partes do corpo durante a colisão.
![]() Foto: cortesia de NHTSA |
O gráfico mostra a força, em Newtons, aplicada no fêmur do motorista durante uma colisão frontal a 56 km/h. O máximo de carga aplicado no osso pode ser usado para determinar a probabilidade de ele quebrar.
Sensores de movimentos
Estes sensores são colocados na região peitoral dos bonecos de teste. Eles medem o quanto o peito se curva durante uma colisão.
![]() Foto: cortesia de NHTSA |
A imagem acima mostra a curvatura peitoral do motorista durante uma batida. Nesse caso particular, o peito do motorista é comprimido em cerca de 50 mm. Este ferimento seria doloroso, mas provavelmente não seria fatal.
Agora vamos dar uma olhada em um verdadeiro teste de colisão.