Um teste de colisão real

Autor: 
Karim Nice

A NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration - Administração Nacional de Segurança de Trânsito Rodoviário) conduz dois tipos de teste de colisão como parte do New Car Assessment Program (Programa de Avaliação de Carros Novos) NCAP.

  • Impacto frontal a 56 km/h - A 56 km/h, o carro vai direto contra um obstáculo sólido de concreto. Isso é equivalente a um carro a 56 km/h bater de frente com outro também movendo-se a 56 km/h.
  • Impacto lateral a 56 km/h - um trenó, pesando 1.368 kg, com um "pára-choques" deformável, colide em uma das laterais do carro de teste. Os pneus do trenó são angulares. A simulação é de um carro que atravessa um cruzamento e é atingido lateralmente por um outro veículo que atravessou o sinal vermelho. Por causa dos pneus dispostos de forma angular, durante o teste o trenó se move a 61 km/h para simular um impacto lateral de 56 km/h.

Pintura de teste de colisão
Antes de bonecos de teste serem colocados no veículo, os pesquisadores aplicam uma tinta neles. Diferentes cores são pintadas nas partes do corpo com maiores probabilidades de colisão. Os joelhos, o rosto e as áreas do esqueleto dos bonecos de teste são pintados com cores distintas. Na foto a seguir, você pode ver que a tinta azul da cara do boneco de teste está esfregada no airbag e que o joelho esquerdo (pintado de vermelho) bateu na coluna de direção.


Foto: cortesia de NHTSA
Tintas de várias cores mostram onde as partes do corpo atingiram o carro

Se os pesquisadores notam uma aceleração diferente nos dados do medidor da cabeça do boneco, as marcas de tinta no carro irão indicar a parte do corpo que foi atingida e onde ela bateu no interior do carro. Essa informação ajuda a desenvolver melhorias para prevenir este tipo de ferimento em batidas reais.


Foto: cortesia de NHTSA
O boneco de teste que estava no lugar do carona bateu o joelho no painel. Perceba que nenhuma parte do compartimento do motor entrou na cabine de passageiros. Na maioria dos carros, o motor está montado de tal maneira que, em caso de batida, é forçado para trás e para baixo. Assim, não entra na cabine.

Agora vamos dar uma olhada em um impacto frontal a 56 km/h.

Configuração do veículo
A foto abaixo mostra uma van que fará um teste de colisão. Os bonecos foram colocados em seus lugares. Toda a instrumentação do carro e dos bonecos de teste foi colocada e testada. Um lastro é instalado para que o peso do carro e a distribuição desse peso sejam iguais aos de um carro bem carregado. Um sensor de velocidade foi colocado no carro e outro sensor sonoro do seu lado de fora para serem acionados no momento da batida do carro.


Foto: cortesia de NHTSA
Uma mini-van na frente de um obstáculo (note o sensor de velocidade da câmera)

São posicionadas15 câmeras de alta velocidade, incluindo algumas debaixo do carro. Elas ficam apontadas para cima e fazem cerca de 1.000 quadros por segundo. Depois, o carro é distanciado do obstáculo e preparado para a colisão. Uma roldana montada na pista puxa o carro. O carro atinge o obstáculo a 56 km/h. Entre o momento em que o carro atinge o obstáculo até a parada, passa-se apenas 0,1 segundo.

Depois da colisão
Vamos dar uma olhada em algumas imagens. Neste teste frontal de colisão, o carro ganhou quatro estrelas para ambos os ocupantes do veículo.


Foto: cortesia de NHTSA
A frente do carro, antes e depois do teste

Como você pode perceber, a frente do carro ficou totalmente danificada depois do teste. Isso é bom, uma vez que, para absorver a energia cinética , o carro tem que estar amassado e destruído.


Foto: cortesia de NHTSA
A colisão frontal, vista por outro ângulo

A frente da van é amassada até as rodas da frente, que ficam retraídas. Nessa colisão, a van ficou 58 cm menor!