![]() Foto cedida por Dreamstime Velocímetro de corrente de Foucault |
Vamos supor que um carro esteja andando em uma estrada a uma velocidade constante. Isso significa que a transmissão e o eixo de acionamento estão girando a uma velocidade que corresponde à velocidade do veículo. Isso também significa que o mandril no cabo de acionamento do velocímetro - já que está conectado à transmissão através de um conjunto de engrenagens - também está girando na mesma velocidade. Finalmente, o ímã permanente na outra extremidade do cabo de acionamento está girando.
À medida que o ímã roda, ele forma um campo magnético giratório, criando forças que agem no copo do velocímetro. Essas forças fazem a corrente elétrica circular no copo em pequenos redemoinhos, conhecidos como correntes de Foucault. Em algumas aplicações, as correntes de Foucault representam perda de potência e, por esse motivo, tornam-se indesejadas. Mas no caso de um velocímetro, as correntes de Foucault criam um torque de resistência que realmente funciona no copo do velocímetro. O copo e sua agulha giram na mesma direção que o campo magnético - mas somente até onde a mola permitir. A agulha no copo do velocímetro chega ao ponto de repouso em que a força oposta da mola equilibra a força criada pelo ímã giratório.
O que aconteceria se o carro aumentasse ou diminuísse sua velocidade? Se o carro anda mais rápido, o ímã permanente dentro do copo do velocímetro girará com mais rapidez, criando um campo magnético mais forte, correntes de Foucault maiores e uma maior deflexão da agulha do velocímetro. Se o carro anda mais devagar, o ímã dentro do copo gira mais lentamente, o que reduz a força do campo magnético, resultando em correntes de Foucault menores e menos deflexão da agulha. Quando um carro está parado, a mola mantém a agulha no zero.
Um velocímetro eletrônico recebe os dados de um VSS (vehicle speed sensor - sensor de velocidade do veículo), e não de um cabo de acionamento. O VSS é montado no eixo de saída de transmissão ou no virabrequim e consiste de um disco metálico dentado e um detector estacionário que cobre a bobina magnética. À medida que os dentes movem-se pela bobina, eles "interrompem" o campo magnético, criando uma série de pulsos que são enviados a um computador. Para cada 40.000 pulsos do VSS, os hodômetros auxiliar e total aumentam cerca de 1,6km. A velocidade também é determinada a partir da freqüência de pulsos de entrada. Os circuitos eletrônicos no carro são criados para exibir a velocidade tanto em uma tela digital quanto em um típico sistema analógico com uma agulha e um mostrador. |